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Musical 'Evita' chega ao Brasil 32 anos após estreia em Londres

15 mar 2011
22h13
atualizado às 22h34

Os grandes musicais definitivamente encontraram seu público em São Paulo. E se nos últimos anos essas superproduções levaram para os palcos temas leves e fantasiosos, como A Bela e a Fera, O Fantasma da Ópera e Mamma Mia, Evita, musical que estreia no dia 26 de março no Teatro Alfa, em São Paulo, inaugura o gênero historiográfico das peças cantadas no Brasil.

Com direção geral de Jorge Takla, Evita conta a história da maior diva argentina Eva Perón, desde sua origem pobre, sua carreira como atriz e cantora de rádio, líder política do povo ao lado de seu marido, o general Juan Perón, e sua morte prematura em 1952, com 33 anos.

Cantado em português, o musical é adaptado integralmente da obra original de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber; a mesma que inspirou a versão cinematográfica de 1996, com Madonna no papel da 'mãe dos pobres'.

Na produção brasileira, Paula Capovilla (em seu 15º musical) é a protagonista ao lado do cantor e ator global Daniel Boaventura, como Juan Péron, e de Fred Silveira, que interpreta Che Guevara - narrador e uma espécie de consciência de Evita e do povo. Todos foram rigorosamente aprovados por Rice e Webber. O elenco é ainda composto por 45 atores e cantores e uma orquestra com 20 músicos.

Entre as 22 músicas, todas reinterpretadas e traduzidas por Vânia Pajares e Cláudio Botelho, ópera, rock n´roll e ritmos latinos, como tango, samba e até xaxado, misturam-se, balanceando o erudito com o pop.

Mas Evita não é mero entretenimento. Para o produtor Jorge Takla, o musical irá incomodar o público, exigindo mais preparo e reflexão sobre os acontecimentos que envolveram a política argentina peronista, entre as décadas de 1940 e 1970.

Na apresentação de pouco mais de duas horas, o cenário predominantemente branco, auxiliado por tablados e tripés móveis, recebe projeções com imagens e vídeos de época, dando maior dimensão do fenômeno político e popular que foi Evita, ainda que em moldes fantasiosos.

Os mais de 350 figurinos são assinados por Fábio Namatame, que reproduziu quase que fielmente diversas peças de Dior, estilista preferido da musa argentina. Namatame também criou com rigor roupas militares e vestimentas da elite e da população pobre da época.

Apresentado pela primeira vez em junho de 1978 em Londres, Evita é considerada a produção mais bem elaborada da parceria de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, que já tinham trabalhado juntos em musicais como The Like of Us (1965), Joseph and The Amazing Technicolor Dreamcoat (1968) e Jesus Christ Superstar (1971), que alçou a dupla para o estrelato.

Porém, o musical começou a tomar forma ainda em 1973, quando Rice ouviu no carro trechos de um programa de rádio sobre Eva Péron. Impressionado com o poder da primeira-dama argentina, a dupla se envolveu em um processo duradouro de pesquisa e produção de músicas, que foram lançadas em um álbum duplo em 1976. Com o sucesso Don´t Cry For Me Argentina, interpretado por Julie Covington, alcançando o primeiro lugar em dezenas de países, o espetáculo Evita estreou dois anos depois como sucesso garantido.

Serviço
Local: Teatro Alfa - R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Santo Amaro, São Paulo
Data: De 26 de março a 31 de julho
Horários: Quintas-feiras, às 21h; sexta-feira, às 21h30; Sábado, às 17h e ás 21h; e domingos às 16h e às 20h
Quanto: De R$ 40 a R$ 185
Classificação: 12 anos

Evita é interpretada por Paula Capovilla e Juan Perón por Daniel Boaventura
Evita é interpretada por Paula Capovilla e Juan Perón por Daniel Boaventura
Foto: João Caldas / Reprodução
Fonte: Terra

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