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Decreto tomba o Teatro Tereza Rachel

12 de julho de 2004 14h50

O Teatro Tereza Rachel foi tombado na sexta-feira pela prefeitura, em caráter provisório. Em tese, o decreto do prefeito faz com que fique preservado seu uso como casa de espetáculos, evitando que o espaço seja usado para pregações religiosas, como ocorre desde 1999.

De acordo com o decreto de tombamento, nenhuma obra ou alteração no imóvel, localizado à Rua Siqueira Campos, 143, em Copacabana, poderá será feita sem prévia autorização do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio.

Projetado pelo arquiteto Henrique Mindlin em 1958, o teatro foi oficialmente inaugurado em 1972, integrando o Shopping Center de Copacabana. Ao longo de 32 anos de existência, o Tereza Rachel brilhou em momentos que marcaram época, como a encenação de Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams, e o musical Gota D¿Água, de Paulo Pontes e Chico Buarque.

A galeria de astros que pisaram o palco do Tereza Rachel inclui, entre outros, Bibi Ferreira, Marília Pêra, Dina Sfat, Paulo Gracindo, Juca de Oliveira e Sérgio Brito, no teatro, e Gal Gosta, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nei Matogrosso, Ivan Lins e Luiz Gonzaga, na música.

Desde 1999, o teatro - referência da vida cultural e artística da cidade - funcionava como templo da Igreja Universal.

Jornal do Brasil
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