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 Festival de Curitiba terá mostra adulta e homenagem a Nelson Rodrigues
09 de fevereiro de 2012 15h20

Roger Pereira
Direto de Curitiba

O erotismo deve ser uma das marcas da 21ª. edição do Festival de Teatro de Curitiba, que ocorre entre os dias 27 de março e 8 de abril na capital paranaense. Uma mostra paralela, denominada de XXX trará montagens que apostam na temática sexual e no erotismo para o festival, que, além disso, ainda homenageará o centenário de Nelson Rodrigues em sua mostra principal.

"O festival percebeu esse movimento com encenações um pouco mais explícitas, mais eróticas, com temas mais adultos e segmentou isso numa mostra. A gente achou importante evidenciar esse movimento, para um público mais curioso e mais interessado por essa temática", disse o coordenador do festival, Leandro Knopfholz.

Ocorrendo há 20 anos, ininterruptamente, sempre no mesmo período do ano (marcando o aniversário da cidade, em 29 de março), o festival vem ganhando corpo e abrangendo novas manifestações artísticas, como humor, ilusionismo, música, dança, improviso, circo, cinema e, até gastronomia. Para a edição de 2012, são previstos 410 espetáculos, com 2800 artistas atuando em 74 espaços culturais da cidade.

Com um orçamento de R$ 6 milhões, o Festival traz, para a mostra principal, 29 espetáculos, de seis diferentes estados do País e dois internacionais, um da Inglaterra e um da Espanha. O espanhol Pássaros Mortos foi escolhido para a abertura do Festival, dia 27, nas ruínas do Centro Histórico da cidade. O Festival também traz peças de autores como Jô Soares, Gerald Thomaz, Lázaro Ramos, Chico Peluso, José Wilker, entre outros.

Serão oito estreias nacionais: Eclipse, do grupo Galpão; Licht + Licht, da Cia de Ópera Seca; A Peça do Casamento, com direção de Pedro Brício; De Verdade, da Companhia Brasileira; Ah, A Humanidade! e outras exclamações, da Pausa Companhia; Caravana ¿ Memórias de um picadeiro, do Circo Roda e as duas peças da companhia Os Fodidos Privilegiados em homenagem ao centenário do nascimento de Nelson Rodrigues: O Casamento e Escravas do Amor.

O diretor João Fonseca, que estreou como diretor de Teatro com Escravas do Amor há 15 anos, no Festival de Curitiba, disse estar emocionado com a possibilidade de lançar uma remontagem, feita especialmente para o Festival deste ano. "É uma oportunidade única na vida poder fazer isso. Foi meu primeiro espetáculo como diretor, um grande sucesso e deu vontade de refazer no centenário do Nelson, uma coisa que nunca pensei que ia fazer de novo, especialmente para o melhor festival do país", disse.

A atriz Juliana Baroni, protagonista de Escravas do Amor, disse que também aproveitará o Festival como espectadora. "Deu vontade de ver tudo, não só coisas que estrearão, mas peças que não consegui ver no Rio, por falta de tempo ou por ter esgotado, como O Idiota. Quero ver o grupo Galpão, que é sempre uma aula de teatro. Quero ver também coisas de fora do eixo Rio São Paulo, quero conhecer gente fazendo coisa nova por todo o Brasil", disse.

Além da Mostra principal e da XXX, o Festival terá, ainda, o Fringe, com 368 espetáculos de curadoria livre; o Guritiba, destinado ao público infantil; o Risorama, primeiro festival de stand-up comedy do País; Mish Mash, que mistura humor e ilusionismo; DeRepente, festival de improviso; Palco e Platéia, ciclo de palestras e debates; e Gastronomix, com renomados chefs de cozinha brasileiros.

Os ingressos para o festival, a preço de R$ 50,00 para a Mostra, começam a serem vendidos no dia 17 de fevereiro, nos shoppings Mueller, Palladium e Barigui.

Confira a lista dos espetáculos que formam a Mostra do Festival de Curitiba:

O Casamento;
Escravas do Amor;
Eclipse;
Licht + Licht;
A Peça do Casamento;
De Verdade;
Ah, A Humanidade! e outras exclamações;
Caravana - Memórias de um picadeiro;
Wil Previsto e Nos Outros, de Lara Pinheiro;
Judy Garland - O Fim do Arco-Íris, de Möeller & Botelho;
Hécuba, de Gabriel Vilela;
Gargólios, de Gerald Thomas;
Namíbia, Não!, de Lázaro Ramos;
Nem Um Dia Se Passa Sem Notícias Suas, de Gilberto Gawronski;
Palácio do Fim, de José Wilker;
O Libertino, de Jô Soares;
Júlia, de Christyane Jatahy;
1984, de Tim Robbins;
Obituário Ideal, de Thiare Maia e Rodrigo Nogueira;
Luis Antônio - Gabriela, de Nelson Baskerville;
Equus, de Alexandre Reineke;
Essa Febre Que Não Passa, de André Brasileiro e Marcondes Lima;
Fausto ComPacto, de Marcos Azevedo;
Rosa, de Ana Paz;
Estamira Beira Mundo; de Beatriz Sayad;
Aquilo Que Meu Olhar Guardou Para Você, do Grupo Magiluth e Luiz Fernando Marques;
O Idiota, de Cibele Forjaz; e
O Jardim, de Leonardo Moreira.

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