Bienal do Livro Rio 2007

Bienal do Livro Rio 2007

Domingo, 23 de setembro de 2007, 15h26 

Editoras apostam em opções para todos bolsos e gostos na Bienal

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Livros para todos os bolsos e tipos de leitores foram as apostas das editoras na 13ª edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que termina neste domingo.

Durante dez dias, aproximadamente 500 mil visitantes participaram do maior evento literário da cidade, e 350 autores nacionais e internacionais estiveram presentes nos corredores do Riocentro.

Manuais de auto-ajuda, que ensinam o leitor da elaboração de um curriculum vitae até deixar de ser desorganizado; literatura infantil e dicionários foram os livros mais vendidos na Bienal, que teve 950 expositores e cerca de 100 mil títulos à venda.

As principais editoras se mostraram satisfeitas com o sucesso de vendas em relação a edições anteriores, mas os livreiros tradicionais lamentaram a perda de leitores para as grandes redes que oferecem livros mais baratos.

"É desta forma que as editoras buscam se aproximar dos consumidores que não estão acostumados à leitura", disse um dos encarregados de vendas da Publifolha. Outro dos pontos discutidos é a necessidade de adaptação às novas tecnologias pela qual o futuro do mercado editorial deverá passar.

"Temos que diversificar nosso produto, tentar acompanhar o desenvolvimento tecnológico e oferecer os produtos na internet para sermos mais competitivos", afirmou o representante da livraria SBS, especializada em manuais de idiomas, Ivaldo Ogata.

Graças à Internet, é possível aproximar "as obras do público, promover discussões e a troca de idéias com os leitores", acrescentou. Além da tradicional exposição e venda de livros, 132 sessões literárias de debates, autógrafos e oficinas em um ambiente mais descontraído tiveram a participação do público e estimularam as crianças a ter gosto pela leitura.

A Bienal contou este ano pela primeira vez com o "Botequim Filosófico", no qual o público pôde compartilhar idéias com seus autores favoritos, e a "Esquina do Leitor", um fórum que possibilitou a interação do público através da votação eletrônica.

Entre os autores mais aclamados desta edição esteve o australiano Markus Zurak, que, com a obra A Menina que Roubava Livros, já é um sucesso de vendas no Brasil. Outros autores presentes foram o mexicano David Toscana, que discutiu sobre o realismo da prosa em um debate com o brasileiro Tabajara Rua, e a americana Cecily von Ziegesar, autora da série juvenil Gossip girl, que vendeu mais de 2 milhões de exemplares em todo o mundo.

O maior evento literário da cidade prestou homenagem ao brasileiro Ariano Suassuna com um ato que emocionou o escritor, 80 anos. Não faltou uma exaltação ao "sebastianismo", uma corrente que perdura desde 1578, ano em que morreu o rei de Portugal Don Sebastião, durante uma batalha no norte da África, com a qual Suassuna simpatiza e que revela seu inconformismo com a situação política vigente.

Outro dos homenageados foi o colombiano Gabriel García Márquez, por ocasião do 40º aniversário da publicação do livro Cem Anos de Solidão. Em um evento no auditório Machado de Assis, dois amigos brasileiros do autor, o escritor e tradutor Eric Nepomuceno e o cineasta Ruy Guerra, fizeram um retrato íntimo de García Márquez, enquanto a atriz Cássia Kiss leu fragmentos de sua obra mais famosa.

EFE
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