27ª Bienal Internacional de São Paulo

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27ª Bienal Internacional de São Paulo

Terça, 31 de outubro de 2006, 16h06 

Obras da Bienal circulam por espaços públicos de SP

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Algumas obras da 27ª Bienal Internacional de São Paulo ocupam espaços que vão além do pavilhão montado no Parque do Ibirapuera. Vários artistas resolveram utilizar espaços públicos da capital paulista para expor sua arte.

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Os artistas finlandeses Tommi Grönlund e Petteri Nisunen, inspirados pela arquitetura modernista de São Paulo, fizeram instalações luminosas em torres de ventilação do metrô.

A paulista Renata Lucas leva sua intervenção urbana para a estação Barra Funda, zona oeste de São Paulo e o grego Zafos Xagoraris realizou uma instalação acústica na Av. Rio Branco, centro da cidade.

Saiba mais sobre as obras:

Barulho de Fundo - Renata Lucas
Para a Bienal, Renata Lucas duplicou uma calçada na rua Brigadeiro Galvão, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Em cima da calçada original, ela fez outra. Duplicou também a linha de postes de iluminação que já existia no local e o conjunto de arbustos e vegetação já existentes.

Com esta obra, a artista paulista interage com a arquitetura e busca a reflexão sobre maneiras como as construções determinam a ação das pessoas em espaços públicos e privados.

"Meus trabalhos partem de uma característica do lugar e constroem algo quase igual, porém diferente. É uma realidade se sobrepondo a outra em camadas de tempo. Os eventos se embaralham, tornando-se mais ou menos reais", explica a artista.

Variations on a Theme - Tommi Grönlund e Petteri Nisunen
Os artistas Tommi Grönlund e Petteri Nisunen, em sua primeira viagem ao hemisfério sul, tiveram a idéia de um projeto artístico baseado nas formas e contornos de uma metrópole desconhecida.

"A idéia é, simplesmente, ver a cidade com olhos alheios e tentar transmitir algo dessa ingenuidade e intensidade com a qual observamos uma nova cidade quando lá chegamos pela primeira vez", explicam os artistas.

O modernismo de São Paulo e o aspecto precário de certas construções no trajeto entre o aeroporto de Guarulhos e o centro da cidade impressionaram os artistas, que escolheram um conjunto de torres que representa todas as variações possíveis das estruturas, num trecho que vai da estação Vergueiro à São Bento, e instalaram luzes no interior delas, destacando para quem passa na superfície a estrutura subterrânea que determina a disposição das torres.

The Sound of the Acre - Zafos Xagoraris
O artista grego trabalha uma fusão de cotidianos em sua obra. Intrigado com as dimensões do Brasil, Xagoraris quis visitar o Acre, região cujo nome é a palavra grega para "fronteira".

Munido de um microfone, um gravador e uma única bateria, ele viajou a Rio Branco, capital do Estado, e colheu os sons da região. Entre as gravações, com a duração determinada pelo tempo útil da bateria, estão o som de crianças numa escola local, programas de uma rádio comunitária da região e o canto dos pássaros da floresta amazônica.

De volta a São Paulo, o artista levou os sons captados para a Av. Rio Branco, no centro da capital paulista. São 15 aparelhos de som, 30 bandeiras e 30 alto-falantes espalhados por 12 pontos da avenida. Os alto-falantes foram instalados em lojas, cinemas pornô, hotéis, bancas de jornal e barracas de vendedores ambulantes.

"Assim, as pessoas podem conceber a existência de outro cotidiano enquanto caminham pela cidade. Em seu passeio, percebem as bandeiras entre outros sinais visuais e a agitação da avenida e ouvem os sons da natureza e de uma rádio desconhecida", explicou o artista.

Serviço:
A 27ª Bienal de São Paulo tem entrada franca e estará aberta para visitação até 17 de dezembro, no Paqrue do Ibirapuera.

Redação Terra