Apesar da folia, muitos sentiram falta de infraestrutura
Foto: Laryssa Borges/Terra
- laryssa Borges
- Direto do Rio de Janeiro
Apesar da campanha da prefeitura do Rio de Janeiro para que os foliões neste Carnaval não urinem nas ruas durante a passagem dos blocos populares, participantes da Orquestra Popular Céu na Terra reclamaram da falta de banheiros químicos no trajeto que começou na praça Odilo, em Santa Teresa.
Bem humoradas, as pessoas chegaram a ironizar a falta de organização da prefeitura e afirmaram que carros se tornaram banheiros públicos durante o bloco. Para as mulheres, moradores da região cobravam pelo uso do sanitário e, ainda assim, filas se formavam.
A prefeitura do Rio chegou a prender foliões que urinavam na rua. Uma cervejaria que patrocina as festa populares no Rio montou uma campanha para que não houvesse mais xixi na rua. O banheiro mais próximo do bloco fica na região do Curvelo, distante do coração da festa.
O bloco Céu da Terra surgiu no início dos anos 2000, quando o Carnaval carioca de rua estava em fase de retomada. Apesar da pouca idade, o bloco já é considerado tradicional e arrasta multidão pelas ruas de Santa Teresa.
O bloco faz uma prévia na manhã de sábado, com os músicos acomodados no bondinho cedido pela Central dos Bondes, recriando o Bonde Folia. O segundo desfile ocorre uma semana depois, desta vez marchando a pé.
O bloco foi criado pelo Núcleo de Cultura Céu da Terra e é organizado por Daniel Fernandes. A formação é composta por um número 30 músicos distribuídos em trompetes, trombones, saxes, tubas, surdos, caixas, agogôs, ganzás, tamborins e mais cavaquinhos e naipes de acordeons.
- Redação Terra







Assista agora »
Assista agora »

