Escola entrou na Sapucaí às 21h20 desta segunda-feira
Foto: Douglas Shineidr/Futura Press
Primeira escola a se apresentar na Marquês de Sapucaí, a Mocidade Independente de Padre Miguel levou à passarela do samba O paraíso de Deus ao paraíso da loucura, cada um sabe o que procura. A proposta do enredo, elaborado pelo carnavalesco Cid Carvalho foi apresentar todos os paraísos da historia da humanidade. Ele chegou a fazer uma crítica social aos paraísos fiscais e aos países que funcionam como ilhas de sonegação de impostos.
As referências polêmicas na agremiação foram feitas por meio de críticas a igrejas que prometem "o céu a seus fiés". O abre-alas da agremiação, com uma serpente entre Adão e Eva, retratou "o paraíso do Criador". Entre carros alegóricos, a verde e branco da Zona Oeste apresentou foliões vendendo lugares no céu, além de máquinas de "lavar dinheiro" e críticas ao consumo desenfreado.
A mocidade, que em 1958 estreou a hoje famosa paradinha da bateria, este ano queria se livrar da má atuação do ano passado, onde a 11º posição quase lhe rendeu o rebaixamento. "A mocidade quer reencontrar seu paraíso, o dos bons carnavais", vibrou o carnavalesco Cid Carvalho.
Musas
Entre as celebridades, foi feita uma homenagem à cantora Elza Soares, integrante da comunidade de Padre Miguel, que foi a madrinha de bateria da escola. Por conta de uma torção no tornozelo, vestindo uma fantasia que representa um talismã das índias amazonenses, Elza entrou na Passarela do Samba em uma base com rodinhas e duas hastes para se segurar. "Com certeza a Mocidade vai arrasar. Foi possível fazer um enredo bom e animado para levantar a arquibancada", disse a madrinha Elza na concentração. A belíssima musa Thatiana Pagung, a apresentadora Regina Cazé e a atriz Miryan Martin, a rosinha de Zorra Total, completaram a constelação de vips da escola.
Avenida
Na passarela as baianas da Mocidade representaram as esmeraldas que cravejavam os muros do Jardim do Éden. No carro abre-alas, uma serpente de 9 metros se movimentava dentro de uma piscina de água verde observada por anjos prateados. Cavalos alados batendo asas também decoraram o carro. O paraíso tropical foi o tema de outro carro alegórico. Índias montadas em onças foi o grande destaque. A história contada pela Mocidade começou no jardim sagrado de Deus, chamado de "o verdadeiro paraíso". Dinheiro, automóveis, motos, roupas, eletrodomésticos estavam em uma alegoria. A harmonia da bateria agitou o público na abertura da segunda noite de Carnaval.
Histórico
O Grêmio Recreativo Mocidade Independente de Padre Miguel foi fundado em 10 de novembro de 1955 em Padre Miguel, no Rio de Janeiro. Sua história começou dentro de um time de futebol amador da época, o Independente Futebol Clube. No entanto, seu crescimento maior foi após os anos 70, quando passou a ser patrocinada pelo bicheiro Castor de Andrade, seu grande torcedor.
Ficha técnica
Presidente: Paulo Vianna
Carnavalesco: Cid Carvalho
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Fabrício Pires e Cristiane Caldas
Intérprete do samba: David do Pandeiro e Nego
Rainha da Bateria: Thatiana Pagung
Madrinha da BateriaElza Soares
Cores: Verde e branco
Posição no Carnaval de 2009: 11°
70 mil pessoas
Cerca de 70 mil pessoas assistiram à apresentação das primeiras seis escolas do grupo especial entre a noite de domingo e madrugada desta segunda-feira. A União da Ilha, que voltou depois de nove anos no grupo de acesso, abriu a noite, seguida pela Imperatriz Leopoldinense, que teve problemas com o carro abre-alas. Os componentes também se atrapalharam na evolução.
Terceira a entrar na avenida, a Unidos da Tijuca apresentou o enredo É Segredo. Na comissão de frente, os componentes mudaram várias vezes de roupa num truque de ilusionismo.
A Viradouro pisou no sambódromo com alegorias e fantasias simples, seguida pela Salgueiro, com um samba fácil de ser cantado. Última a se apresentar, a Beija-Flor teve de correr para não ultrapassar o tempo previsto e perder pontos.
- Redação Terra



















Foto: EFE 














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