Corrente com estrela de oito pontas para atrair sorte para a Rosas em 2011
Foto: Fernando Borges/Terra
- Bruno Martins
- Direto de São Paulo
Atire a primeira pedra aquele que nunca sonhou em ganhar na Mega-Sena. Ficar milionário de uma hora para a outra e comprar tudo aquilo que se sonhou ter um dia. Mas, para isso, é preciso muita sorte. E é sobre essa tal sorte que a Rosas de Ouro vai falar em sua passagem pelo Sambódromo no primeiro dia de desfiles na capital paulista.
Mas, o que seria essa sorte? "Para mim, sorte era assim: ter ou não ter. Se você tem, é uma pessoa de sorte. Mas não é. Sorte você conquista com muito trabalho, não deixando passar as oportunidades, com muita perseverança, muita determinação", conta Angelina Basílio, presidente da Sociedade Rosas de Ouro.
Com cinco carros alegóricos e 3.500 integrantes, divididos em 25 alas, a escola apresenta o enredo Abre-te Sésamo, a Senha da Sorte e fará uma alusão ao Ali Babá dos tempos modernos. "Esse é o sonho de todos os brasileiros: ganhar na Mega Sena", afirma Angelina. "Mas não adianta ficar só no 'vou jogar', ou 'se eu tivesse jogado'. Tem que aguçar sua sorte", diz.
Presidência
Estar há mais de sete anos à frente de uma escola de samba não é trabalho fácil. É preciso muita sorte. Ainda mais sendo uma das poucas mulheres no comando de uma agremiação e que, inclusive, ganhou o Carnaval de 2010. "Precisa. Inclusive, este enredo está me fazendo muito bem. Se você não desiste do seu trabalho, parece que a má sorte se afasta e não consegue te atingir", relata a presidente.
"A mulher se dá muito bem à frente de uma escola de samba porque é detalhista. Carnaval se ganha no detalhe. O que separou a Rosas do 2º lugar foi 0,25. Um detalhe", completa.
Alegorias
Criar e preparar tudo que irá passar pela Avenida também não é pouca coisa não. E disso o carnavalesco Jorge Freitas, que está envolvido com Carnaval há 20 anos - dos quais os quatro últimos na Rosas -, entende bem. "São anos de trabalho. Tem que ter o dom. Não tem nada de acadêmico. Carnaval é uma coisa de dom", expõe.
Baiana
Aos 74 anos, dona Anézia Cordeiro é uma das integrantes com mais idade na escola. Há quatro desfila na ala das baianas e esbanja alegria e empolgação. "Para mim, é uma felicidade muito grande eu, com a minha idade, participar de uma escola de samba. Hoje em dia, as pessoas se sentem retraídas e não procuram atividade nenhuma. Eu gosto de Carnaval!", termina.
- Terra















