Imperatriz foi a segunda escola a desfilar no Carnaval 2011 do Rio de Janeiro
Foto: EFE
A Imperatriz adverte: sambar faz bem à saúde. Esse é o enredo que a Imperatriz Leopoldinense levou para a Marquês de Sapucaí no primeiro dia de desfiles no Rio de Janeiro. Com a justificativa de que o samba faz bem a saúde, a escola fala da medicina e tem, em sua comissão de frente, pacientes, camas e os Doutores da Alegria.
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No carro abre-alas, Zezé Motta, como destaque, representou a África. Essa alegoria, momentos antes do início do desfile, passou por um aparente princípio de incêncio, mas nada que teria afetado sua participação no Carnaval. Nela, chifres de antílopes formavam a coroa símbolo da escola.
A ala das baianas, chamada "Os Banhos e as Poções para Relaxar", estava fantasiada com as cores azul, salmão e dourado. Já os integrantes da bateria, vestiram fantasias roxas e máscaras, fazendo referência aos alquimistas. Dentre os instrumentos, somente um prato e um reco-reco compunham a percussão. Uma composição de berimbaus garantiu a novidade deste ano.
Luiza Brunet, rainha da bateria, acompanhou os percussionistas durante todo o desfile. Vestindo muitas cores, ela passou pela Sapucaí usando um vestido decorado com milhares de pedras Swarovski.
Quarto carro alegórico, intitulado "Sombra Medieval", trouxe um grande boneco deitado em uma maca, que levantava e deitava, mostrando o corpo humano. O "Medicina Moderna" mostrou ratos sambistas, uma grande vaca-louca, mosquitos da dengue e a gripe suína.
Sétima e última alegoria, "O Remédio Para Curar Minha Dor", ressalta que festa e alegria são os melhores remédios para a cura. No carro de som, o intérprete Dominguinhos do Estácio completou 40 anos de Carnaval. Comemoração essa que se juntou ao aniversário da escola que, no domingo (6), comemorou 52 anos de idade.
Aos 80 minutos - e dentro do limite de tempo -, a Imperatriz Leopoldinense concluiu sua passagem pela Marquês de Sapucaí. O aparente princípio de incêncio no carro abre-alas não prejudicou em nada o desfile e a escola evoluiu sem problemas.
Histórico O Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense foi fundado em 6 de março de 1959 na Zona Leopoldina, altura do Recreio dos Bandeirantes no Rio, lugar que há 50 anos não existia Carnaval. Eram frequentadores e integrantes da escola, personalidades da mais alta estirpe musical da cidade, contando com Armando Marçal, Pixinguinha, Villa-Lobos, Heitor dos Prazeres, Bidê (Alcebíades Barcelos), Mano Décio da Viola e outros mais.
Ficha técnica
Presidente: Luiz Pacheco Drumond
Carnavalesco: Max Lopes
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Phelipe Lemos e Rafaela Teodoro
Intérprete do samba: Dominguinhos do Estácio
Rainha da Bateria: Luiza Brunet
Cores: Verde e branco
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