Carnaval 2012
 
 

Diversão » Carnaval » Carnaval

 Relembre os carros alegóricos mais polêmicos do Carnaval
09 de fevereiro de 2012 17h16 atualizado em 10 de fevereiro de 2012 às 13h49

Em 2008, a Viradouro foi vítima de censura em um carro que representaria o holocausto. Foto: Reuters

Em 2008, a Viradouro foi vítima de censura em um carro que representaria o holocausto
Foto: Reuters

Na próxima semana, o carnavalesco Joãozinho Trinta, falecido no final de 2011, será homenageado por diversas escolas de samba do Rio de Janeiro. Além das criações luxuosas e dos enredos diversificados, um dos seus maiores legados para o Carnaval foi a polêmica.

Infográfico: Veja rainhas e madrinhas de bateria de SP e RJ

O carnavalesco conseguia provocar diversas reações com suas alegorias. Em 1989, o carro Cristo Mendigo foi censurado e proibido de desfilar a pedido da Igreja Católica. Para burlar a situação, Joãozinho cobriu o carro com lona preta e com a faixa "Mesmo proibido, olhai por nós". A imagem entrou para a história do Carnaval carioca.

Mas esta não foi a única polêmica protagonizada pelo carnavalesco. Em 2004 e 2005, novamente Joãozinho Trinta tem problemas com a Igreja Católica em seus desfiles. A religião está na raiz dos principais casos de censura no Carnaval. Relembre as situações e alegorias que sofreram proibições no Sambódromo.

Terra
  1. Em 2004, Joãozinho Trinta criou polêmica no desfile da Grande Rio. Com o enredo 'Vamos vestir a camisinha, meu amor', a escola teve dois carros alegóricos proibidos de desfilar a pedido da Igreja Católica. As alegorias foram cobertas com tarjas pretas e com a palavra 'Censurado'. Com os problemas, a Grande Rio terminou o campeonato em 10° lugar. Além do resultado ruim, o carnavalesco Joãozinho Trinta foi demitido horas antes da apuração

    Jornal do Brasil
    Foto: Jornal do Brasil

  2. A religião sempre esteve no centro das maiores polêmicas do Carnaval. Em 2008, foi a vez da comunidade judaica processar a Viradouro pelo desfile projetado por Paulo Barros. O carro Holocausto traria uma imagem de Adolf Hitler, além de representações de corpos humanos mortos. Após ser processada, a escola decidiu desfazer o carro dois dias antes do desfile. Na Sapucaí, a alegoria apareceu com faixas contra a censura e passistas com mordaças na boca

    Reuters
    Foto: Reuters

  3. Também em 2008, a Portela chocou o público do Sambódromo com a imagem de um bebê raquítico em um de seus carros. O enredo falava do continente africano. Na evolução do desfile, a alegoria se transformava em um bebê saudável, e o cenário do carro também mudava da devastação para floresta, o que surpreendeu o público

    O Dia
    Foto: O Dia

  4. Em 2005, novamente Joãozinho Trinta polemiza o Carnaval. Com a Beija-Flor, ele produziu um enredo sobre as missões jesuíticas do Rio Grande do Sul. À frente de um dos carros, um passista interpretaria Jesus Cristo sendo açoitado, mas após pedidos da Igreja Católica, o desfile foi modificado. O passista foi representado sendo crucificado e consolado por Madalena

    Foto: Especial para Terra/Xpress

  5. A Unidos da Tijuca também foi vítima da censura em seus carros. Em 2000, a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes, que integrava o enredo 'Terra dos papagaios... navegar foi preciso' foi confiscada por agentes da Polícia Civil dentro do barracão da escola. Para evitar um indiciamento por crime atentado ao culto religioso, a escola decidiu não usar a imagem. O painel nunca foi para a avenida mas até 2006 podia ser visto como decoração do barracão da escola.

    EFE
    Foto: EFE

  6. Imagens e representações católicas causaram polêmica em 2011, quando a Beija-Flor homenageou Roberto Carlos. Uma arquidiocese questionou as esculturas, mas não houve censura ou processos contra a escola

    Getty Images
    Foto: Getty Images

/carnaval/2012/foto/0,,00.html