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 Timbalada adia ensaio devido à greve da polícia na Bahia
10 de fevereiro de 2012 20h18 atualizado às 20h25

Salvador, Timbalada, Percussão toca (repre). Foto: Reinaldo Marques/Terra

Salvador, Timbalada, Percussão toca (repre)
Foto: Reinaldo Marques/Terra

O ensaio da Timbalada, que estava marcado para esta sexta-feira (10), em Salvador, foi cancelado, devido à greve da Polícia Militar do Estado da Bahia. De acordo com o site oficial do grupo, um novo ensaio foi marcado para a próxima terça-feira (14), no Museu Du Ritmo.

Ainda segundo o site, os ingressos que foram vendidos anteriormente ainda serão válidos para o evento de terça. Já as pessoas que desejam o ressarcimento do valor pago ou a troca pelo ingresso da Ressaca Timbaleira deverão procurar balcões da TicketMix, nos shoppings Salvador, Iguatemi, Barra e Paralela, até o dia 14.

A greve
A greve dos policiais militares da Bahia teve início na noite de 31 de janeiro, quando os grevistas acamparam em frente à Assembleia Legislativa em Salvador e posteriormente ocuparam o prédio. Cerca de 10 mil PMs, de um contingente de 32 mil homens, aderiram ao movimento.

A paralisação provocou uma onda de violência na capital e região metropolitana, dobrando o número de homicídios em comparação ao mesmo período do ano passado. Além de provocar o cancelamento de shows e eventos, a ausência de policiamento nas ruas também motivou saques e arrombamentos. Centenas de carros foram roubados e dezenas de lojas destruídas.

A paralisação busca reivindicar a criação de um plano de carreira para a categoria, além do pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo, anistia, revisão do valor do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos.

O Executivo estadual solicitou o apoio do governo federal para reforçar a segurança. Cerca de 3 mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança foram enviados a Salvador. Dois dias após a paralisação, a Justiça baiana concedeu uma liminar decretando a ilegalidade da greve e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) suspenda o movimento. Doze mandados de prisão contra líderes grevistas foram expedidos, sendo que destes quatro foram cumpridos.

Em 9 de fevereiro, Marco Prisco, um dos líderes do movimento grevista, foi preso após a desocupação do prédio da Assembleia. A decisão ocorreu um dia depois da divulgação de gravações telefônicas que mostravam chefes dos PMs planejando ações de vandalismo na capital baiana. Um dos trechos mostrava Prisco ordenando a um homem que ele bloqueasse uma rodovia federal.

Terra