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Carnaval de Rua do Rio de Janeiro quer entrar no Guinness

16 jan 2013
18h50
atualizado às 19h37
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O maior espetáculo da Terra este ano quer entrar para a história. O Carnaval de rua do Rio de Janeiro de 2013 vai ter a participação do público auferida pelo livro Guinness dos Recordes no seu principal e mais tradicional bloco, o Cordão do Bola Preta, para certificar para o mundo inteiro o tamanho da festa que toma conta das ruas da cidade nos quatro dias de folia.

Ziraldo foi o responsável pelo cartaz da festa
Ziraldo foi o responsável pelo cartaz da festa
Foto: Daniel Ramalho / Terra
 
Com o lema "Cada Vez Melhor", a prefeitura apresentou nesta quarta-feira (16) seu planejamento para que moradores e turistas possam curtir o Carnaval da melhor forma possível. O cartaz foi feito por Ziraldo, que disse que, para criar algo para a cidade, não precisa de inspiração. "Consegui colocar nessa explosão tudo o que representa o Carnaval do Rio, as mulheres, os instrumentos musicais, o confete, a serpentina", disse Ziraldo, que também desenhou as novas latas da Antarctica, patrocinadora oficial do Carnaval de rua do Rio.
 
O investimento total da prefeitura no Carnaval do Rio este ano será de R$ 35 milhões, incluindo Sambódromo, bailes e blocos de rua. Mas o sucesso da festa tem um vilão: o xixi na rua. Os 492 blocos aprovados para desfilar por toda a cidade vão ganhar mais banheiros químicos em relação ao ano passado.
 
Serão ao todo 16,2 mil pontos, contra os 13 mil do ano passado. "As pessoas precisam entender que sempre vai ter fila, porque sempre tem muita gente nos blocos. Então é preciso ter previsão e paciência", pediu Antonio Pedro Figueira de Melo, secretário de Turismo do município, reforçando que a Guarda Municipal será implacável contra quem fizer xixi nas ruas. 
 
Padrinho dos blocos de rua do Rio, o cartunista Ziraldo disse que os banheiros químicos nunca serão suficientes e pediu que seja lei municipal que cada botequim tenha banheiros limpos para as mulheres. "Homem faz xixi no muro. Tenho pena das moças" disse Ziraldo, que sugeriu que o Rio tenha muros adaptados a quem queira fazer xixi no muro e que seja jogado direto na rede pública. 
 
Antonio Pedro lembrou ainda que a zona sul da cidade está no limite de sua capacidade de blocos e, por isso, a prefeitura vetou vários novos blocos. Por outro lado, ele destacou o crescimento dos blocos na zona norte da cidade, principalmente Tijuca e Ilha. "E esperamos que cresçam cada vez mais" disse.
 
Este ano a Antarctica promete ampliar sua zona de atuação diretamente no patrocínio de blocos, principalmente na zona norte da cidade, com suporte financeiro para muitos deles, além de material publicitário, incluindo até mesmo ajuda na hora de recolher o lixo de 30 desses blocos patrocinados. 
Fonte: Terra
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