Carnaval do Rio de Janeiro

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21 de fevereiro de 2012 • 01h47 • atualizado às 12h49

Mangueira faz história e levanta o público com performance da bateria

Mangueira encantou o público com as inovações e reverenciou o Carnaval carioca em seu enredo
Foto: Dhavid Normando / Futura Press
 

A Estação Primeira de Mangueira entrou na Sapucaí na madrugada desta terça-feira (21) para marcar a história do Carnaval carioca. A escola fez ousadas performances com a bateria, trouxe convidados para puxar o samba-enredo e fez o público delirar com sua celebração ao pagode e aos blocos de rua. Com o enredo Vou festejar! Sou Cacique, sou Mangueira , a escola saudou o Cacique de Ramos e fez o público cantar do começo ao fim.

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A Mangueira fez grandes inovações no seu desfile com a performance executada pela bateria. Por cerca de dois minutos, os ritmistas pararam de tocar para ouvir o público cantar seu samba. No meio da bateria, Dudu Nobre, Alcione e o grupo Fundo de Quintal fizeram uma roda de samba, cantaram o enredo e fizeram o público delirar com a passagem no sambódromo. A escola parou na avenida e vibrou com o público durante a paradinha.

Antes de entrar no recuo, a bateria ainda surpreendeu novamente o público. Os ritmistas abriram espaço para a passagem do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Atrás do casal, o tripé que trazia a roda de samba também atravessou os músicos, que faziam coreografias em reverência aos cantores. Durante a performance, a bateria parou de tocar novamente e o samba foi tocado em ritmo de pagode, sacudindo mais uma vez as arquibancadas.

O desfile grandioso da Mangueira também teve problemas. Pelo tamanho de suas alas, 50 no total, a escola precisou acelerar o passo para cumprir o tempo estabelecido para o desfile. O carro de som também apresentou falhas durante o desfile. Mas a escola conseguiu superar as dificuldades e finalizou o desfile com gritos de 'É campeã' cantados pela torcida na dispersão.

As surpresas do desfile começaram na comissão de frente. No centro de uma roda de candomblé, os sambistas Beth Carvalho e Jorge Aragão acompanhavam a evolução dos dançarinos. Representando os orixás, os integrantes dançavam numa plataforma que lembrava o terreiro onde o bloco Cacique de Ramos foi criado, com uma grande árvore ao fundo. Logo em seguida, o abre-alas destacava um grande surdo com a marca da bateria mangueirense sendo tocado por um índio, símbolo do bloco homenageado.

Nas alas, que traziam predominantemente as cores da escola, o verde e rosa em diferentes tons, a Mangueira mostrou a história e a importância do Cacique de Ramos no Carnaval carioca. O bloco, que revelou grandes nomes do samba, completa 50 anos em 2012. Outros blocos e entidades de rua também foram lembradas nas alas, como o "Vai Quem Pode".

Já as alegorias apresentaram a história dos carnavais do Rio. Em uma delas, "Folia da Elite Carioca", trouxe charrete de cisne e lembrou os bailes tradicionais do Rio de Janeiro. Em sequência, o carro "Festa da Penha, a Festa do Samba", mostrou a folia para os moradores dos morros cariocas, de onde saíram as principais escolas de samba. A Mangueira também mostrou, na alegoria "Duelo da Alegria", o bloco Bafo de Onça, que rivalizava com o Cacique de Ramos na preferência dos foliões.

A sétima alegoria do desfile apresentou uma grande tamarineira, árvore que ornamentava o terreiro onde o bloco Cacique foi criado. Debaixo da tamarineira ficava a roda de samba que criou grandes sucessos de antigos carnavais do Rio, além de revelar o grupo Fundo de Quintal. Para encerrar o desfile, uma alegoria projetava os futuros carnavais. Com a velha guarda como destaque, o carro alegórico mostrou naves espaciais articuladas, com trabalhos em filigranas de alumínio.

Histórico

Surgida no morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio, a escola foi criada a partir da fusão de diversos blocos carnavalescos. Cartola foi um dos seus fundadores. O nome da escola, Estação Primeira de Mangueira, remete à linha de trem que circulava na região. Ao todo, a escola tem 18 títulos do Carnaval carioca.

Ficha técnica
Presidente: Ivo Meirelles
Carnavalesco: Cid Carvalho
Intérpretes: Luizito, Zé Paulo Sierra, Ciganerey e Vadinho Freire
Cores: Verde e rosa
Posição no Carnaval de 2011: 3ª colocada

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