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“Mudar de escola é um recomeço”, diz irmã de Dudu Nobre

18 jan 2013
19h08
atualizado em 19/1/2013 às 04h35
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Lucinha Nobre é uma das porta-bandeiras mais experientes do Carnaval carioca. Com quase 30 anos de experiência nos desfiles das escolas de samba, ela revela uma expectativa de iniciante por defender, pela primeira vez, a Inocentes de Belford Roxo. Acostumada a desfilar por agremiações tradicionais, Lucinha vai passar na Sapucaí pela caçula do Grupo Especial. Fundada em 1993, a escola da Baixada Fluminense desfila pela primeira vez na elite do Carnaval carioca, e contratou, além de Lucinha, o mestre-sala Rogerinho.

Lucinha Nobre vai defender pela primeira vez a Inocentes de Belford Roxo
Lucinha Nobre vai defender pela primeira vez a Inocentes de Belford Roxo
Foto: Mauro Pimentel / Terra
 
“Sempre é um recomeço quando se muda de escola, mas agora tem um gosto especial, porque estamos trazendo nossa experiência para ajudar o sonho da escola em permanecer no Grupo Especial. Me sinto feliz por poder dar meu trabalho em troca da felicidade de toda uma comunidade”, afirma a sambista.
 
Irmã do cantor Dudu Nobre, ela elogia a estrutura da Inocentes e diz acreditar que a escola está fazendo o trabalho correto para conseguir o objetivo de se manter entre as principais do Rio. “A escola me surpreendeu bastante. Encontrei uma estrutura muito bem feita, tudo muito bem planejado. Temos material de fantasia, roupa, e respeito ao profissional. Isso nos deixa mais confiantes. A parte da escola está sendo feita, e isso é muito importante. Quem quer permanecer no Especial tem que estar muito bem estruturada”, explica.
 
A porta-bandeira conta já ter perdido sete quilos desde setembro, quando os preparativos para o desfile se intensificaram. Segundo Lucinha, esse emagrecimento não foi feito de forma determinada, e ocorreu naturalmente. Ela explica que é importante estar mais leve para dançar, mas ressalta o cuidado para não se perder força.
 
“Passei também a comer melhor, evitando doces e refrigerantes. Quanto mais leve eu estiver, melhor para dançar. Mas não posso perder a força, porque a fantasia é pesada. É tudo meio complexo”, observa Lucinha, que acrescenta emagrecer em torno de três quilos a cada desfile.n Lucinha começou a desfilar como primeira porta-bandeira em 1992, na Mocidade Independente de Padre Miguel. Somando o tempo em que já estava anteriormente na escola, Lucinha permaneceu por 16 anos na agremiação da zona oeste. Depois, defendeu o pavilhão da Unidos da Tijuca por oito anos. Antes de ir para a Inocentes, a sambista ficou três anos na Portela.
 
Com tanto tempo de Carnaval, como se reinventar na avenida? Lucinha diz que não há muito mistério. Ela afirma que, atualmente, é preciso buscar se apresentar da forma mais tradicional possível. “Já tive fases em que apostava numa fantasia mais ousada, outras em uma dança mais rápida, que desse um impacto. Brinco que minha ousadia é ser tradicional. Nossa dança respeita todo um fundamento de mestre-sala e porta-bandeira, vindo dos ranchos. Usamos passos bem antigos. Muitos não usam mais”, salienta.
 
Quanto mais o Carnaval se aproxima, Lucinha procura se isolar e se concentrar. Diante da responsabilidade de ser diretamente responsável por um dos quesitos avaliados pelos jurados, ela evita sair de casa. Até mesmo ir à academia fica vetado, e Lucinha recebe um personal trainer e treina em casa. “As pessoas sabem que fico concentrada, então ninguém me liga muito nessa época. Recebo muitas mensagens de apoio, de carinho e incentivo. Mas ninguém me atrapalha, todo mundo sabe o que pode e o que não pode”, conta.
 
Para Lucinha, uma boa porta-bandeira tem que ter graça e concentração. Além de “foco, força e fé”, define. ”Tem que ter um algo a mais, que é a coisa de saber emocionar. Isso não é coisa que se treina, é um dom que Deus dá”, explica. Oriunda de uma família de sambistas, Lucinha Nobre lembra que o samba sempre esteve inserido na vida dela. Ela desfila desde os sete anos. A porta-bandeira conta que Dudu Nobre é um grande fã, e sempre está por perto, preocupado com a carreira dela.
 
“Meu irmão é meu fã. Ele participa das escolhas, me liga semanalmente, sempre quando vou ensaiar. Quer saber como estão as coisas. Quando ele está disponível, está sempre ao meu lado. Quando era comentarista, ele sempre saía da cabine e ia me cumprimentar. Nossa família vive Carnaval, gosta, sempre gostou”, completa.
 

Fonte: Terra
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