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Foto: Alessandro Buzas / Futura Press

Carnaval de Salvador

Carnaval de Salvador tem redução de até 30% na venda de abadás

8 fev 2012
15h05
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Marina Azaredo

A greve da Polícia Militar da Bahia, que já dura mais de uma semana, está provocando queda na venda de abadás nos dias que antecedem o Carnaval de Salvador, segundo os organizadores da folia.

"Tivemos uma redução de 30% na venda de abadás em relação ao ano passado", disse Mateus Caldeira, diretor de vendas da Axé Mix, que comercializa abadás para os blocos Coruja e Cerveja & Cia., de Ivete Sangalo, Eva Convida, da Banda Eva, Me Abraça, do Asa de Águia, entre outros. "Certamente isso se deve à greve da Polícia Militar", completou.

"Como a cidade está entrincheirada e as pessoas estão com medo de sair de casa, realmente percebemos uma redução de 20% na procura por abadás nas lojas físicas, mas as vendas online não tiveram diminuição", disse Joaquim Nery, diretor da Central do Carnaval, que vende abadás para os blocos Camaleão, do Chiclete com Banana, Papa, de Claudia Leitte, e Nana Banana, de Timbalada e Chiclete com Banana, entre outros.

Os organizadores admitem que estão acontecendo conversações diárias com o governo da Bahia para tentar resolver a situação, mas negam que exista qualquer possibilidade de cancelamento do Carnaval. "É claro que estamos apreensivos, mas também estamos confiantes de que o impasse será resolvido. O governo precisa cumprir o seu papel. E temos certeza de que, depois de tantos Carnavais com poucas ocorrências, a PM não vai querer macular essa imagem", afirmou Nery.

Na terça-feira (7), todas as entidades carnavalescas do Estado enviaram uma carta ao governador Jaques Wagner. "Estamos confiantes numa solução imediata para a questão que ameaça toda essa história. O Carnaval de Salvador precisa de um grande pacto que garanta a realização da festa. Não podemos esperar para amanhã", diz a carta.

A greve
A greve dos policiais militares da Bahia teve início na noite de 31 de janeiro. Cerca de 10 mil PMs, de um contingente de 32 mil homens, aderiram ao movimento. A paralisação provocou uma onda de violência em Salvador e região metropolitana. O número de homicídios dobrou em comparação ao mesmo período do ano passado. A ausência de policiamento nas ruas também motivou saques e arrombamentos. Centenas de carros foram roubados e dezenas de lojas destruídas.

Em todo o Estado, eventos e shows foram cancelados. A volta às aulas de estudantes de escolas públicas e particulares, que estava marcada para 6 de fevereiro, foi prejudicada. Apenas os alunos da rede pública estadual iniciaram o ano letivo.

Para reforçar a segurança, a Bahia solicitou o apoio do governo federal. Cerca de três mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança foram enviados a Salvador. As tropas ocupam bairros da capital e monitoram portos e aeroportos.

Dois dias após a paralisação, a Justiça baiana concedeu uma liminar decretando a ilegalidade da greve e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) suspenda o movimento. Doze mandados de prisão contra líderes grevistas foram expedidos.

A categoria reivindica a criação de um plano de carreira, pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo, anistia, revisão do valor do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos.

Blindados do Exército estão fazendo a segurança em Salvador durante a greve da PM
Blindados do Exército estão fazendo a segurança em Salvador durante a greve da PM
Foto: Haroldo Abrantes/Secom / Divulgação
Terra

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