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Foto: Alessandro Buzas / Futura Press

Carnaval de Salvador

Para curtir o Carnaval, foliões alugam camarote alternativo

14 fev 2010
09h28
atualizado em 15/2/2010 às 07h14

Há quem gaste dinheiro para curtir o Carnaval e há quem se aproveite desta época para ganhar um dinheiro extra. Em Salvador, mais especificamente em uma das ruas por onde passam as atrações do circuito Campo Grande, esses dois objetivos se encontram: Nilton Lute, administrador de um prédio que fica de frente para a folia, aluga espaços no local para servir de camarote para diversas famílias, dispostas a pagar por esse preço.

Foliões alugam camarote alternativo para assistir ao trios
Foliões alugam camarote alternativo para assistir ao trios
Foto: Agência Brasil

"Durante o ano o espaço é uma pousada e no Carnaval são camarotes. A gente aluga o espaço para dormir e para brincar. São apartamentos individuais. As pessoas brincam e, quando não querem mais, fecham a porta e vão dormir", diz o administrador do prédio. "Eles só vão para casa quando acaba o Carnaval".

Segundo ele, o preço para curtir essa folia gira em torno de R$ 5 mil por ambiente para um grupo de cerca de de 20 pessoas.

"Dá para fazer um dinheirinho no Carnaval. Para a gente e para eles também, porque às vezes eles sublocam e dividem o valor. Acaba saindo uma mixaria, em torno de R$ 200 para cada um", explicou.

Mesmo morando em Salvador, a secretária Indomar Paixão alugou um desses espaços para ficar mais perto do carnaval. "Aqui a gente fica melhor porque temos crianças, temos mais conforto, segurança", afirmou.

"A gente adora este Carnaval daqui, mais antigo e que tem tudo a ver com a gente. A gente traz tudo e só volta para casa na Quarta-Feira de Cinzas. Mas neste período todo, a gente acorda aqui, dorme aqui", disse ela, acrescentando que nesse camarote, diferentemente dos que existem no circuito da Barra (por onde passam os artistas mais famosos), não há hora para deixar o lugar. "Não é aquele camarote que você vai de tardinha e à noite tem que ir embora. E não tem aquela coisa de ter de estar com abadá", ressaltou.

Outra família que está ocupando um dos espaços é a de Nilson de Oliveira, que trabalha na prefeitura como assessor de comunicação. "Estamos aqui desde quinta-feira num grupo de cerca de 15 pessoas", afirmou. "Temos aqui um porto seguro, temos a tranquilidade, a segurança e vemos todas as atrações passarem por aqui, apesar de elas as atrações do circuito Campo Grande estarem muito fracas".

A reclamação de Nilson e sua esposa Itana é de que as melhores atrações são destinadas para o circuito da Barra, que é separado por cordas e abadás. "Está faltando prestigiar este circuito. O Carnaval da Bahia começou aqui em Campo Grande. E na Barra-Ondina é só elite", disse. Para Nilson, artistas como Daniela Mercury, Moraes Moreira e Ivete Sangalo deveriam também aparecer mais pelo circuito de Campo Grande.

Neste sábado, um dos blocos que passou por esses camarotes foi o É Com Esse que Eu Vou, que sempre presta homenagens aos artistas locais. Segundo Carlos Alberto Baraúna, presidente do bloco que existe há quatro anos, os homenageados deste ano são Dodô e Osmar, criadores do trio elétrico que completa 60 anos. "O Carnaval de Salvador é sempre feliz. É samba, axé, frevo, é tudo. E o povo vai no embalo. O povo gosta disso", afirmou.

Agência Brasil Agência Brasil

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