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Carlos Casagrande conta emoção de encenar a Paixão de Cristo

22 mar 2013
07h23
atualizado às 07h23
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Conhecido por ter participado das novelas Fina Estampa, Viver a Vida e Paraíso Tropical, o ator Carlos Casagrande está próximo de dar vida a um personagem marcante em sua carreira. Aos 44 anos, ele irá interpretar Pôncio Pilatos na encenação da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Pernambuco, que começa hoje (22/03), à noite. A peça ainda tem Marcos Pasquim (Herodes) e Carol Castro (Madalena) no elenco.

Carlos já interpretou Jesus Cristo três vezes em outras encenações do período de Páscoa
Carlos já interpretou Jesus Cristo três vezes em outras encenações do período de Páscoa
Foto: Divulgação

Em entrevista exclusiva ao Terra , Carlos revela a emoção de estar na pele do juiz que, segundo a Bíblia, condenou Jesus Cristo à morte na cruz. “O espetáculo está no Guinness como o maior desse tipo ao ar livre do mundo. São 15 mil espectadores por dia e será, sem dúvida, uma emoção diferente e que vou curtir muito”, afirma.

Terra - Como surgiu o convite para interpretar Pôncio Pilatos na encenação da Paixão de Cristo?
Carlos Casagrande - Na verdade, sonho em participar dessa encenação de Nova Jerusalém há anos. Fui convidado quatro vezes, porém, não tive data disponível, pois estava em alguma novela ou já tinha me comprometido com outros trabalhos. Mas finalmente, conseguimos conciliar as datas. E o melhor: vou interpretar Pilatos. Digo melhor porque já vivi três vezes Jesus Cristo, então o convite para outro personagem foi uma surpresa.

Terra - Como foi a preparação para esse papel?
Carlos - Tive a ajuda de Lúcio Lombardi e Carlos Reis, que me dirigiram nas falas gravadas em estúdio, pois o espetáculo é dublado. Não foi muito fácil, pois é preciso imaginar a distância dos atores e da plateia para dar o tom ao personagem, sem contar com a própria interpretação. Assisti à última encenação em DVD e, para afinar a interpretação, tivemos quatro dias de ensaios gerais.

Terra - Depois de interpretar Jesus Cristo em encenações da Paixão de Cristo, em São Paulo e Cuiabá, como foi mudar de personagem?
Carlos - Interpretar Pilatos é menos complexo e cansativo que interpretar Jesus. Em todas as cenas Jesus está presente, ou seja, são três horas seguidas de espetáculo. Já Pilatos aparece apenas em uma cena que, apesar de longa, não tem comparação com a de Jesus. Além disso, devido ao sofrimento de Cristo, a emoção na interpretação é verdadeira, o que exige muito do ator.

Terra - Quais são os desafios de encenar ao ar livre?
Carlos - O desafio maior é conseguir acertar as marcações (no palco) e as falas, pois a dublagem não aceita erros. Se for percebido algum deslize, o público pode não entrar na fantasia.

Agência Hélice Terra

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