publicidade
29 de outubro de 2009 • 13h33 • atualizado às 15h16

Especialistas buscam explicações para ataque de coiotes a cantora

Taylor Mitchell morreu após ataque de coiotes
Foto: Divulgação
 

Autoridades e especialistas buscam hoje explicações para o incomum comportamento de dois coiotes que mataram uma jovem cantora canadense que passeava por um conhecido parque no litoral atlântico do país.

O ataque aconteceu na última terça-feira (27) em um parque do Cabo Bretão, na província de Nova Brunswick, quando Taylor Mitchell, uma cantora de 19 anos de Toronto, fazia trilha.

Segundo a Polícia canadense, Mitchell foi atacada por dois coiotes. Seus gritos foram ouvidos por outros excursionistas, que foram ajudar a jovem e espantaram os animais.

A jovem cantora, que estava no litoral atlântico canadense em turnê, foi levada imediatamente a um hospital de Halifax, mas morreu por causa dos ferimentos provocados pelos dois coiotes.

Brad White, um especialista em coiotes da Universidade de Trent (Canadá), disse hoje ao jornal The Gazette de Montreal que, "literalmente, há milhares destes animais entre Ontário e Terranova, e não conheço nenhum outro incidente como este. É algo muito excepcional".

White insistiu em que os ataques de coiotes a pessoas são muito raros, mas que também é estranho que dois animais ataquem de forma conjunta.

Dale Clark, presidente da Federação de Caçadores de Nova Brunswick, disse ao diário Telegraph Journal que a população de coiotes da província está em expansão, porque o preço de sua pele está muito baixo e, nos últimos anos, não estão sendo caçados como antes.

Uma possível explicação para o ataque sofrido por Mitchell é que os coiotes do litoral atlântico canadense são maiores que os de outras regiões americanas, porque cruzaram com lobos.

Ron Cumberland, biólogo do Departamento de Recursos Naturais de Nova Brunswick, disse que os coiotes da província cruzaram com lobos cinzentos e podem chegar a apesar quase 30 quilos, com um tamanho semelhante ao de um cachorro grande.

No entanto, Cumberland também lembrou que há muito mais possibilidades de que uma pessoa seja atacada por um cachorro doméstico do que por um coiote.

A Polícia disse que, após o incidente, um de seus agentes atirou contra um coiote e o feriu nas cercanias do local onde Mitchell foi atacada, mas o corpo do animal não foi recuperado.

Depois, outro coiote foi abatido, mas as autoridades não sabem se o exemplar morto era um dos dois que mataram a cantora.

EFE EFE - Agencia EFE - Todos os direitos reservados. Está proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agencia EFE S/A.