No ar em 'Duas Caras', Viviane Victorette repensa atuação

12 de janeiro de 2008 • 09h01 • atualizado às 09h01
Viviane Victorette não descarta a possibilidade de abandonar a televisão Foto: Ag; News/Virgula
Viviane Victorette não descarta a possibilidade de abandonar a televisão
13 de agosto de 2006
Foto: Ag; News/Virgula

Ana Clara Werneck

Rio de Janeiro


Enquanto legiões de garotas bonitas sonham em se tornar estrelas de televisão, Viviane Victorette pensa em abandonar a carreira. Onze anos de depois de sua estréia na televisão, como a Rosário de Mandacaru, a bonita atriz quer voltar a ser uma "pessoa normal, que pode ir ao supermercado tranqüilamente", como ela mesma define.

» Leia o resumo da novela

"Pode parecer um contra-senso, mas sou tímida. Não em cena, mas na vida. Ser artista tira um pouco a privacidade", pondera. No ar em Duas Caras como a caixa de supermercado Nadir, ela avalia de forma negativa a superexposição causada por três papéis no horário nobre da Globo, além de um ensaio de capa para a Playboy, em 2005.

"Às vezes acho que este mundo não tem nada a ver comigo. Quando penso no futuro, me imagino atuando como psicóloga", conta a atriz, que está no terceiro período da faculdade de Psicologia.

No entanto, em geral, Viviane jura que não faz planos e prefere "deixar acontecer". Isso fica claro em sua trajetória profissional intermitente, marcada por períodos sem trabalho.

No início, ela conta, ficou chateada por não ter contrato renovado quando acabou O Clone, na qual fazia a drogada Regininha. "Na época, deveria ter contratado um assessor, alguém que falasse por mim. Mas fui ingênua, não soube negociar", relembra.

Com a maturidade adquirida ao longo do tempo, Viviane conta que passou a "viver um dia de cada vez". O que é uma vantagem, pelo menos no momento, já que o contrato atual com a Globo mais uma vez é por obra. "Nem penso em quando acabar a novela. Se não ficar na casa, será bom do mesmo jeito", consola-se.

A dúvida se continuará a atuar ou optará pela Psicologia não impede, contudo, que Viviane se dedique com afinco ao trabalho que escolheu ainda na adolescência, quando morava em Fortaleza. Assim que chegou ao Rio de Janeiro, fez a primeira faculdade, de Artes Cênicas, além de vários outros cursos na área.

Na época de O Clone, se trancou em casa durante meses para poder estudar a fundo a vida dos viciados em drogas. "Independentemente do que se escolhe, é preciso fazer direito", afirma, completando que no momento gostaria de poder se dedicar mais à universidade.

Também pode-se pensar que o ar blasé de Viviane tenha a ver com a repetição de um mesmo perfil de papéis. Nadir, da mesma forma que outras personagens suas, como a drogada Regininha de O Clone e a dançarina Ju de América, é a amiga da protagonista.

Em Duas Caras, ela vive Nadir, colega de Maria Paula, de Marjorie Estiano. Na trama, quando a mocinha foi transferida para o Rio de Janeiro, ela foi também. "Ainda estou começando. Na Globo, leva um tempo para o ator se firmar", justifica.

Enquanto em Duas Caras a moça espera que a romântica Nadir arrume um namorado, na vida real ela aguarda a estréia de seu primeiro filme. Em Segurança Nacional, de Roberto Carminatti, previsto para chegar aos cinemas em abril, Viviane é a estudante de arquitetura Fernanda, namorada de Marcos, vivido pelo galã Tiago Lacerda.

"Foi bom, mas sofri muito. Tem uma cena que tive de ser amarrada", adianta, ansiosa para se ver nas telas pela primeira vez. Apesar do cansaço com o assédio, não deve ser agora que Viviane vai privar o público de seu talento.

TV Press
 
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