Há 30 anos morria Procópio Ferreira, um dos maiores nomes do teatro

18 de junho de 2009 • 09h35 • atualizado às 09h35
Procópio Ferreira é um dos maiores nomes do teatro brasileiro Foto: Reprodução
Procópio Ferreira é um dos maiores nomes do teatro brasileiro
18 de junho de 2009
Foto: Reprodução

Claudio R S Pucci

São Paulo





O nome de Procópio Ferreira é sinônimo de teatro no Brasil. O ator, falecido há exatos 30 anos - ele morreu por conta de um enfisema pulmonar no dia 18 de junho de 1979 -, estreou 461 peças, trabalhou em novelas e ainda escreveu várias obras teatrais.

Filho de portugueses da Ilha da Madeira, que nunca se conformaram com a opção do filho de seguir caminho pelas artes cênicas (chegaram a expulsá-lo de casa), Procópio era mestre em tiradas sarcásticas e o primeiro a zombar de sua própria aparência, por ser baixinho, atarracado e narigudo. Chegou a imaginar até a cena de seu parto, onde o pai teria exclamado: "Oh! Que lindo petiz" e a parteira responderia: "Deixemos de brincadeiras. Chamar isso de bonito, assim com esse nariz?". Apesar disso, era extremamente popular entre as mulheres graças a sua simpatia e seu carisma. Também foi um sucesso de público, chegando a fazer 18 apresentações por semana.

Sua carreira no teatro começou aos 17 anos de idade e em cinco anos ele já liderava sua própria companhia. O primeiro sucesso foi A Juriti, de Viriato Correia, mas foi Deus Lhe Pague, de Joracy Camargo, de 1932, que lhe deu status internacional com 3.621 apresentações em 30 anos, tanto no Brasil como na Europa.

No cinema, estrelou, entre muitas obras, O Comprador de Fazendas, de 1951 (um sucesso tremendo de público e crítica, com Hélio Souto e Henriette Morineau, baseado na obra de Monteiro Lobato), e Quem Matou Ana Bela, de 1956.

Suas andanças pelo país, se apresentando em rincões muito distantes, levaram Getúlio Vargas a dizer que Procópio colocou mais cidades no mapa brasileiro do que um cartógrafo. Extremamente popular, disse que o sucesso chegou quando ele parou de pensar com a sua própria cabeça para pensar com a cabeça do público.

Internado no Hospital das Clínicas do Rio de Janeiro por 21 dias, Procópio Ferreira faleceu, aos 81 anos de idade, por conta de um enfisema pulmonar. Sua obra pode ser resumida através de uma de suas mais famosas frases: "A vida na sua simplicidade é banalíssima. Sem o magnetismo da arte toda natureza é nula". É bom lembrar também que talento está no sangue desta família, já que sua filha, Bibi Ferreira, é considerada uma das maiores atrizes brasileiras.

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