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Médico de Michael Jackson é condenado a quatro anos de prisão

29 nov 2011
15h58
atualizado às 16h10

O juiz Michael Pastor anunciou nesta terça-feira (29) que o médico Conrad Murray deverá cumprir quatro anos na prisão, a pena máxima. Ele foi considerado negligente no tratamento oferecido a Michael Jackson, morto em 25 de junho de 2009.

Pastor determinou que o médico abandonou seu paciente, administrou drogas pesadas e mentiu para as pessoas sobre as condições de Michael jackson, além de não sentir remorso pelas consequências.

Murray, de 58 anos, foi apontado culpado por homicídio involuntário na Corte Superior do condado de Los Angeles no dia 7 de novembro, após julgamento que durou quase dois meses.

O anúncio

Durante a audiência desta terça, o advogado de Dr.Murray, Ed Chernoff, fez um pedido para que não fosse permitido que a mídia filmasse o anúncio da setença do médico. A promotoria não fez qualquer objeção sobre a imprensa dentro da corte de Los Angeles. O juiz também decidiu que não via problemas em a audiência ser televisionada.

Depois disso, a família de Michael Jackson fez um pronunciamento, por meio de seu advogado, Brian Panish. Eles afirmaram que não procuravam vingança pelo que o médico fez. "A Bíblia diz que homem não pode fazer justiça, apenas vê-la. É isso que queremos", afirmaram.

Após a leitura, o promotor Walgren fez um pequeno resumo sobre as ações de Dr. Murray meses antes da morte do cantor, no dia 25 de junho de 2009. Ele acusou o médico de não estar focado no resgate do cantor no dia de sua morte. "Ele falava com sua namorada pelo telefone", disse, antes de afirmar que o médico administrou o anestésico sem equipamentos necessários para reanimação.

A promotoria, então, solicitou ao juiz a aplicação da pena máxima - quatro anos em uma penitenciária estadual -, além da indenização aos herdeiros de Michael de mais de US$ 100 milhões devido ao cancelamento dos shows que ele faria em Londres pela turnê This is It, a última de sua carreira.

A defesa também se pronunciou afirmou que não iria discutir com a promotoria. "Isso foi uma tragédia e, certamente, é necessário uma punição. Ele não deveria ter feito isso", afirmou. Além disso, Ed Chernoff acusou Michael Jackson de ser um viciado em remédios e procurou alguém para medicá-lo.

O advogado também relembrou a infância pobre de Conrad Murray no Caribe e sua caminhada para chegar onde chegou. "Dr. Murray não é perigoso para a sociedade, eu garanto isso. Ele não precisa ser encarcerado", disse. Os advogados de Murray pediram ao juiz liberdade condicional e a prestação de serviços comunitários em troca da prisão.

Depois dos advogados de defesa e acusação, foi a vez do juiz fazer seu pronunciamento. Ele disse que é sempre muito difícil julgar os casos corretamente. "Há pessoas que pensam que Dr. Murray é um santo, outros que eles é um diabo. Ele não é nenhum dos dois, é um ser humano", disse Pastor.

"Michael Jackson morreu devido às ações e erros de Dr. Conrad Murray em exercer suas funções", afirmou o juiz. "As mentiras contínuas para seguranças, paramédicos, médicos e família não ajudou na saúde do paciente e serviu para cobrir e destruir evidências", disse. Ele também contou que ficou impressionado por ver que o médico não tinha nenhum arrependimento.

Pastor determinou que não achou nenhuma evidência de que o médico de Michael Jackson pudesse usufruir de liberdade condicional. Por isso, o condenou a quatro anos de prisão, que deverão ser cumpridos em uma penitenciária no condado de Los Angeles, já que o juiz não tem como mandá-lo para uma prisão estadual. Vale lembrar que Murray já pagou 46 dias de prisão, no tempo em que ficou sob custódia.

O juiz decidiu que ele voltarão a discutir sobre a indenização à família Jackson no dia 23 de janeiro de 2012.

Conrad Murray recebeu sua sentença nesta terça-feira (29), na Corte de Los Angeles
Conrad Murray recebeu sua sentença nesta terça-feira (29), na Corte de Los Angeles
Foto: Reprodução
Fonte: Terra
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