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Médico é considerado culpado pela morte de Michael Jackson

7 nov 2011
19h26
atualizado em 8/12/2011 às 14h54

O médico Conrad Murray foi considerado culpado pela morte do cantor Michael Jackson nesta segunda-feira (7). O júri composto por 12 pessoas chegou a uma decisão unânime após 42 dias de julgamento, dois deles de deliberações a portas fechadas na Corte Superior de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Infográfico:Confira os momentos mais importantes do julgamento de Conrad Murray

O veredicto foi comemorado pelos fãs do "rei do pop" reunidos diante do tribunal californiano. "Nós, o júri, consideramos o acusado Conrad Murray culpado de homicídio involuntário" de Michael Jackson. Quando foi pronunciada a palavra "culpado", se escutou um grito de alegria dentro da sala de audiências, enquanto cerca de 200 fãs de Jackson festejavam do lado de fora do prédio da Corte Superior de Los Angeles. Murray permaneceu sério e não expressou qualquer emoção.

Murray ficará preso pelo menos até o dia 29 de novembro quando enfrentará uma nova audiência que irá definir sua pena. Seu advogado de defesa, Ed Chernoff, chegou a solicitar que seu cliente aguardasse a decisão em liberdade. Entretanto, após um protesto da promotoria, o juiz Michael C. Pastor considerou o crime inafiançável. "Ele foi julgado e condenado por um homicídio. Não trata-se de uma caso de erro médico", afirmou o magistrado.

Pastor justificou a medida ainda apontando a própria segurança do réu, prevendo algum tipo de reação popular. Assim que anunciou a decisão de que Murray seria preso e ficaria sob a guarda do Condado de Los Angeles um oficial algemou o médico enquanto ele ainda estava sentado. Momentos depois, com o anúncio da suspensão da sessão, Murray deixou a sala acompanhao por policiais.

A pena será apresentada apenas em 29 de novembro, mas, além da prisão quase certa, o médico deve perder sua licença profissional.

O médico foi considerado responsável pela morte do astro pop por medicá-lo com o forte anestésico Propofol, usado apenas em hospitais e ambientes controlados. Com a carga exaustiva de ensaios para os 50 shows que faria em Londres com a temporada This Is It, a partir de julho de 2009, Michael tinha diversos problemas de insônia e usava a droga para tentar dormir.

Porém, no dia 25 de junho de 2009, o cantor sofreu uma parada respiratória em sua mansão, no bairro de Holmy Hills, em Los Angeles, e foi levado para o pronto-socorro do UCLA hospital, onde já chegou desacordado. Na autópsia ficou comprovado que o cantor morreu por intoxicação da droga, agravada por Diazepam e Lorazepam.

Dias depois, Dr. Murray foi considerado o principal suspeito pela morte do cantor e foi indiciado réu por homicídio culposo, aquele que não há intensão de matar. Nas investigações, foi encontrado no quarto do astro pop diversos fracos de Propofol e outros remédios, além de acessórios hospitalares para a aplicação do remédio intravenoso, como seringas e bolsas de soro. Murray sempre se declarou inocente.

No julgamento, iniciado no dia 27 de setembro, o promotor David Walgren acusou Murray de "grosseira negligência" por medicar o ícone pop com Propofol e não chamar o resgate imediatamente a sua parada. Na apresentação da defesa, o advogado Ed Chernoff alegou que o astro pop se medicou até morrer. Segundo ele, depois de aplicar apenas 25 mg de Propofol, por insistência do cantor, o Conrad se retirou do quarto. Michael Jackson, então, teria se automedicado com o anestésico.

Com agências internacionais

Fonte: Terra
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