Michael Jackson morreu no último dia 25 |
Michael Jackson teve desavenças com muita gente quando estava vivo, mas talvez ninguém mais importante do que Jacqueline Kennedy Onassis. A ex-primeira dama, como editora da Doubleday Books, garantiu um disputado acordo para que a estrela do pop escrevesse um livro em 1984, quando ele ainda era campeão de vendas com seu álbum Thriller, lançado dois anos antes.
"Ela era a única pessoa nos Estados Unidos que conseguia trazê-lo ao telefone", disse Stephen Davis, o "autor-fantasma" de Moon Walk, em recente entrevista à Reuters.
De acordo com uma reportagem da revista People na época, Onassis pagou a Jackson um adiantamento de US$ 300 mil. Davis recebeu o que ele chamou de "um generoso pagamento fixo" pelo livro.
Lançado em 1988, ganhou o primeiro lugar na lista de best-sellers do New York Times e esgotou rapidamente a primeira edição de quase 500 mil cópias, lembra ele. O próximo passo lógico seria lançar novas edições e depois lançar uma versão de bolso. Mas Jackson, que tinha controle total do projeto, vetou ambos os planos¿deixando Onassis muito irritada.
As relações entre os dois ícones culturais já sofriam desde que Jackson ameaçou bloquear a publicação do livro caso Onassis não escrevesse uma introdução sentimental. Onassis era muito cuidadosa com sua vida particular e não queria seu nome em nenhum livro que havia editado. Contudo, ela fez uma exceção, ainda que relutante, e escreveu uma sinopse de três parágrafos.
O grande "furo" do publicação foi a acusação de Jackson de que seu pai o batia. Jackson também contou como ele e seus irmãos tinham de se apertar em duas camas de hotel em suas turnês quando crianças: "E até hoje, é assim que mais gosto de dormir."
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