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Brigitte Bardot nega acusações de homofobia

11 de julho de 2003 12h12

Brigitte Bardot nega acusações. Foto: Reuters

Brigitte Bardot nega acusações
Foto: Reuters

A ex-atriz Brigitte Bardot, cujo último livro Um cri dans le silence (Um grito no silêncio) desencadeou na França polêmica e ações judiciais por racismo, negou esta sexta-feira que seja homofóbica, em carta aberta publicada pela revista gay Tribumove.

"Tirando o meu marido, que talvez um dia até troque de lado, estou rodeada de homossexuais", frisou a antiga diva do cinema francês. "Há muito tempo são meus amigos, meu apoio, meus filhos adotivos e meus confidentes", acrescentou.

"Os homossexuais são seres humanos como outros quaisquer: com qualidades e defeitos. Entre eles estão grandes amigos", disse na carta. "Tudo que eu diga ou faça é sempre motivo de polêmica", lamentou BB, reforçando ainda que o seu livro foi lido por um dos seus amigos e conselheiro homossexual.

Brigitte Bardot considera inútil o pacto de união civil (previsto na lei francesa e que permite aos homossexuais firmar um acordo matrimonial) e prejudicial a adoção de crianças por casais gays. Segundo ela, os filhos devem ser criados em harmonia por um par formado por pessoas de sexo diferente.

No livro, BB considera os desocupados aproveitadores preguiçosos, os homossexuais uma "atração de circo" e lamenta a islamização da França", o que provocou a ira de várias entidades - entre elas, a Liga dos Direitos Humanos (LHD) e o Movimento contra o Racismo (MRAP) -, que decidiram processar a ex-atriz.

AFP
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