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Pousada de Luciano Huck é interditada

13 de novembro de 2003 07h00 atualizado às 13h57

O apresentador Luciano Huck . Foto: Globo/Divulgação

O apresentador Luciano Huck
Foto: Globo/Divulgação

A pousada do apresentador Luciano Huck em Fernando de Noronha, Pernambuco, foi interditada judicialmente no começo da semana, depois de um pedido feito pelo Ministério Público. De acordo com o pedido, o estabelecimento está proibido de funcionar comercialmente, podendo apenas receber convidados que não paguem pela hospedagem.

A interdição da Pousada Maravilha só pode ser quebrada pela Justiça após a apresentação de uma série de documentos que comprovem que o empreendimento foi construído respeitando a legislação ambiental.

Em entrevista para o Portal Terra, Marcelo Huck, pai e advogado de Luciano, afirmou que só falta um documento para ser apresentado à Justiça. Em cerca de dez dias, o documento deve ser apresentado, até porque a intenção do apresentador é conseguir abrir a pousada para o público ainda em dezembro. "Por enquanto, ela só está funcionando no esquema soft opening, ou seja, eles não podem cobrar pela hospedagem", explicou Marcelo Huck.

A pousada foi construída no terreno onde morou o ex-chefe do Parque Nacional Marinho José Gaudêncio Filho, o dono formal do empreendimento, na fronteira entre a Área de Proteção Ambiental (APA) e o Parque Nacional.

A construção no arquipélago só é liberada a moradores que possuem autorização de ocupação de solo. "Mas o dono mesmo é o José Gaudêncio, que é morador de Noronha", justifica Marcelo. "O Luciano entrou com o investimento, como sócio."

Quando começou a ser construída, há cerca de dois anos, a Pousada Maravilha foi embargada pela Justiça. Os advogados da pousada entraram com recurso e conseguiram, no Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, autorização para concluir a obra. A Justiça determinou que o Ibama monitorasse o cumprimento dos pré-requisitos sob pena de multa diária de R$ 1.000.

Defesa
A pousada de Luciano Huck tem capacidade para receber 16 pessoas, em 5 chalés e 3 apartamentos. Segundo Marcelo Huck, as acusações de que a Pousada Maravilha vai causar impactos ambientais são infundadas. "Dois navios páram em Fernando de Noronha duas vezes por semana, trazendo mil pessoas, que descem na ilha às 9h. Elas não gastam nada lá, porque almoçam no navio. Ninguém fala nada. Para a ilha, em matéria de faturamento, as dezesseis pessoas da pousada vão gastar mais que essas mil", argumenta.

De acordo com o pai do apresentador, o conforto oferecido pela pousada vai atrair para o local pessoas com alto poder aquisitivo, aptas a gastarem mais, causando efeitos positivos para a economia de Noronha.

"Essa pousada não causa impacto ambiental nenhum", defende Marcelo. "Para você ter uma idéia, eles pensaram em coisas que fazem exatamente o contrário. Como um problema sério de Noronha é a água - 90% vem do acúmulo de chuvas - foi feito, na pousada, um sistema que recupera a água usada, com 98% de pureza. Ela pode ser usada, por exemplo, para lavar o jardim."

Redação Terra