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Comediante Ronald Golias é enterrado em SP

28 de setembro de 2005 11h49 atualizado às 16h08

Carlos Alberto de Nóbrega ficou emocionado na despedida ao amigo e colega de cena Ronald Golias. Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

Carlos Alberto de Nóbrega ficou emocionado na despedida ao amigo e colega de cena Ronald Golias
Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

Num dia nublado em São Paulo, o corpo do comediante Ronald Golias foi enterrado por volta das 11h45, no Cemitério do Morumby, zona sul da capital, sob a benção do padre Antônio Maria. O ator morreu na madrugada desta terça-feira, aos 76 anos, vítima de insuficiência múltipla de órgãos.

Fotos: enterro de Golias
Fotos: velório de Golias
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O velório de Golias, realizado no Salão Nobre da Assembléia Legislativa de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, reuniu diversas personalidades. Estavam presentes o empresário e apresentador Silvio Santos e outros colegas do humorista no SBT, como o locutor Lombardi, o animador das platéias Liminha, Pedro de Lara e os apresentadores Carlos Alberto de Nóbrega, Carlos Massa (o Ratinho), Celso Portioli e Gorete Milagres.

Também lamentaram a morte do comediante Jô Soares, Serginho Groisman, Agnaldo Rayol, Ary Toledo, Celso Russomano, Raul Gil e Atayde Patreze, entre outros.

Antes do enterro, o padre Marcelo Rossi rezou uma missa de corpo presente. "Só deixa saudades quem foi amado", falou.

Golias morreu na madrugada desta terça-feira, em São Paulo, vítima de insuficiência múltipla de órgãos, informou em comunicado o Hospital São Luís, onde ele estava internado desde o começo do mês.

O humorista deu entrada no Pronto-Socorro do hospital no dia 8 de setembro, após apresentar infecção generalizada em decorrência de uma infecção pulmonar.

Golias trabalhou inicialmente no rádio e despontou na televisão em 1956, ao fazer o personagem Pacífico do programa Praça da Alegria, da TV Paulista. Depois de alguns trabalhos no cinema, o comediante protagonizou Bronco, um dos personagens mais marcantes de A Família Trapo, da TV Record.

Ultimamente, Golias integrou programas como A Praça é Nossa e Meu Cunhado, ambos do SBT.

Memória
Filho de Arlindo Golias e Conceição D'Aparecida Golias, Ronald Golias já nasceu com esse nome - não é nome artístico - no dia 4 de maio de 1929. Sua estréia no mundo artístico foi aos 8 anos de idade, como artista amador, na Escola Dante Alighieri, em São Carlos.

Golias, que também foi alfaiate e funileiro, se mudou para a capital paulista em 1940, onde passou a praticar natação no Clube Regatas Tietê. Ele integrou o grupo Acqua Loucos, precursor dos espetáculos aquáticos no Brasil. Por sugestão de Golias, os shows passaram a ter uma parte falada, o que o levou a participar do programa Calouros em Cena, da Rádio Cultura.

Com o fim dos programas montados da emissora, Golias passou a fazer parte do "time" da Rádio Nacional. Depois, o comediante passou para a TV, onde sua carreira se confunde com o início da televisão no País.

O ator despontou na TV ao lado de Manuel de Nóbrega na antiga A Praça da Alegria, em 1956, em que lançou Pacífico, tipo que se tornou famoso com o bordão "ô Cride".

Criou também o personagem Carlos Bronco Dinossauro, personagem mais divertido de A Família Trapo, seriado que estreou em 1967, na TV Record.

Não tão bem-sucedida foi sua atuação do humorista em Superbronco, uma cópia da série norte-americana Mork and Mindy, criada por Boni, na Globo, em 1979.

Em abril de 2004, estreou na rede de Silvio Santos o programa Meu Cunhado, protagonizado por ele, ao lado de Moacyr Franco, baseado em um seriado argentino.

Foi Golias quem deu a Silvio Santos o apelido de "Peru". O empresário Senor Abravanel corava diante das colegas de trabalho que o acompanhavam em suas caravanas.

Manoel de Nóbrega criou daí a "caravana do Seu Peru" - anos depois, o apelido seria anulado pelo título de Homem do Baú.

No cinema, participou dos filmes Golias Contra o Homem das Bolinhas (1969), Agnaldo, Perigo à Vista (1968), Marido Barra Limpa (1967), O Homem Que Roubou a Copa do Mundo (1963), Os Cosmonautas (1962), O Dono da Bola (1961), Os Três Cangaceiros (1961), Tudo Legal (Bronco) (1960), Vou Te Contá (1958) e Um Marido Barra Limpa (1957).

Redação Terra