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Gabriel Braga Nunes tem cenas quentes em "Cidadão Brasileiro"

24 de abril de 2006 19h27 atualizado às 19h45

Gabriel Braga Nunes vive Antônio Maciel em  Cidadão Brasileiro. Foto: Luiza Dantas/TV Press

Gabriel Braga Nunes vive Antônio Maciel em Cidadão Brasileiro
Foto: Luiza Dantas/TV Press

Estigmatizado na Globo, onde só interpretou vilões ou loucos, o ator Gabriel Braga Nunes renasceu para a teledramaturgia ano passado, ao viver Fernando Seixas - "galã clássico honesto, íntegro, justo" ¿, em Essas Mulheres, na Record.

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Agora, na mesma emissora, celebra o que considera ser seu melhor momento na profissão, com mais um tipo inédito em seus 11 anos de carreira: Antônio, protagonista de Cidadão Brasileiro, herói atípico, mulherengo e com falhas de caráter.

É sobre o personagem que se concentra ainda a abordagem de um tema que parecia ser tabu na emissora evangélica: o sexo.

Desde o início da novela, Antônio divide cenas quentes com Carolina (Carla Regina), Luiza (Paloma Duarte) e Fausta (Lucélia Santos). Não há nudez, mas o texto de Lauro César Muniz e os amassos do elenco são explícitos na mensagem.

Num capítulo, Antônio e Luiza iniciavam carícias, até a moça lançar um olhar de espanto e aflição para baixo da cintura do rapaz, que saiu-se com a frase auto-explicativa: "É, a natureza foi generosa comigo".

Gabriel, sempre cauteloso em suas declarações, não vê na sexualidade um traço relevante da novela.

HERÓI EROTIZADO

"O herói brasileiro é erotizado. Mas não acho que seja um ponto destacável da novela. As cenas são até pudicas. A gente respeita os limites morais da família brasileira. É sempre saudável esbarrar nesses limites para provocar discussão, mas jamais ultrapassá-los".

O que Gabriel considera noticiável é a repercussão de seu trabalho. Ele comenta que é muito abordado nas ruas e que a novela tem obtido média de 14 e 15 pontos no Ibope. Tudo isso corrobora sua decisão de compor intuitivamente o seu Antônio.

"Não me reconheço no cidadão brasileiro. Não passei dificuldades, nem precisei trabalhar no que não queria. Descubro o personagem a cada dia, tenho menos a dar do que a aprender. Como gravo até 12 horas por dia, o que tenho de cidadão brasileiro é a carga horária", diz.

PASSADO DE PREGAÇÃO RELIGIOSA

Esta é a segunda passagem de Gabriel pela Record. Em 1997, ele fez a minissérie Por Amor e Ódio. À época, a teledramaturgia da emissora era outra e as novelas, exibidas até às 8h da manhã, sempre narravam histórias de pessoas "perdidas" pelas drogas, bebida e sexo que se libertavam dos demônios na Universal do Reino de Deus.

"Por Amor e Ódio não era tão direta. Ela conduzia a alguns pensamentos de doutrina religiosa. Mas não me sentia agente da massificação de uma religião. Um ator não é responsável pela mensagem de uma novela inteira. O responsável é quem assina, o autor, a emissora e o diretor. Numa peça e num filme, há responsabilidade de todos, porque é uma obra fechada, todos conhecem preliminarmente. Mas numa novela, que é uma obra aberta, não. O ator não tem como responder por isso".

Agora, o ator não vê qualquer mensagem de religião em Cidadão e diz que goza de plena liberdade. "Nunca fui cobrado ou censurado. Não tenho religião, tenho minhas crenças".

NAMORO VERTICAL, DIZ ATOR

Sem querer falar das muitas mulheres que passaram por sua vida ("Esse assunto já foi muito explorado") ou de política ("Não me envolvo, nem revelo o meu voto"), o único tema mais pessoal sobre o qual Gabriel se mostra menos indisposto a falar é o relacionamento com a cantora Danni Carlos, com quem mora desde meados do ano passado.

"Meu único projeto é tirar férias com a Danni, em outubro, quando acabam as gravações. Estou num ritmo puxado desde o início de nossa relação. Emendei Essas Mulheres com um filme sobre Garibaldi, em que faço o protagonista, e agora Cidadão. Sinto falta de ficar ao lado dela. Tive muitos namoros longos, de morar junto, mas de todos os relacionamentos, este, sem dúvida, é o mais vertical", diz, sem detalhar a definição.

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