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Renata Sorrah entra em cena hoje em "Páginas da Vida"

30 de agosto de 2006 11h13

A estréia de Renata Sorrah como a promotora de Justiça Tereza, em Páginas da Vida, vai trazer a partir de hoje novo fôlego para a novela de Manoel Carlos.

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Na trama, ela será "paranóica" com a segurança da família por receber ameaças de morte por cartas e telefone. Por isso anda escoltada e recorre às aulas de tiro ao alvo para sua defesa pessoal, embora o marido seja contra.

Na vida real, Renata precisou aprender a atirar de verdade e teve aulas com o preparador Sérgio Farjala. "No início não gostei, mas me saí muito bem. Descobri que tenho mira e foco, encarei como esporte", comenta a atriz. "Achei legal atirar andando, com as mãos esticadas para a frente. O imaginário dos filmes policiais que a gente vê veio todo na minha cabeça", conta.

Farjala elogia o empenho da atriz em suas aulas. "As instruções são para que o ator não se machuque. E ela foi muito bem, não é afoita", diz. Antes de aprender a manusear a arma, Renata teve aulas teóricas no Projac e em casa, em maio.

Aprender a atirar, porém,não foi uma situação confortável para a atriz, que no ano passado votou a favor do desarmamento. "Não tenho em mim nada perto de agressividade. Não sou a favor das armas", frisa. "Quem tem uma em casa e é assaltado, no confronto sempre perde", analisa.

Manoel Carlos quer abordar através do núcleo de Renata o drama vivido por muitos profissionais de Justiça. "Tenho abordado a violência sempre e vou continuar, principalmente agora que ela entra em cena. Era para ela ser uma juíza, mas tive que mudar porque estavam achando que o personagem poderia promover a candidatura da Denise Frossard ao governo do Rio", explica ele.

No processo do laboratório, quando ainda viveria uma juíza, Renata conversou com algumas delas para entender um pouco mais sobre o dia-a-dia da profissão, o funcionamento do poder judiciário e sobre uso de armas, no Rio e em Porto Alegre.

"Algumas me diziam que a arma é a caneta e outras diziam que, conforme a situação, usariam armas", lembra a atriz, aproveitando para negar que teria pedido ao autor para não viver uma vilã em seu folhetim. "Eu só fiz uma vilã na minha vida e foi ótima. Mas não pedi para não ser vilã", garante, referindo-se à inesquecível Nazaré de Senhora do Destino.

Marido é advogado corrupto
No capítulo desta quarta, Tereza aparecerá na aula de tiro ao alvo observada pelo filho, Luciano (Rafael Almeida). Num diálogo entre eles, que vai ao ar amanhã, dirá ao filho que não gostaria de estar passando por isso.

"Para quem nunca deu um tiro nem com um revólver de brinquedo, até que estou me saindo bem. Mas estaria mais feliz se isso não fosse necessário", diz Tereza, que é muito apegada ao filho e faz tudo pensando em protegê-lo.

Luciano lembra de uma discussão entre o pai, Nestor (Zé Carlos Machado), e a mãe. "Não tem nada que aprender a atirar. Isso é uma tremenda babaquice", diz ele. "Acha que estou contente? Que adoro pegar em arma? Que estou feliz com a escolta atrás de mim?", rebate.

Muito correta na profissão, Tereza não desconfia que o marido é um advogado corrupto. Nestor também tem uma relação conflituosa com Luciano por ele gostar de tocar piano.

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