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Grazi Massafera estréia no teatro no papel de Maria Madalena

02 de abril de 2007 10h47

Grazielli Massafera vive Maria Madalena na peça  Paixão de Cristo. Foto: Divulgação

Grazielli Massafera vive Maria Madalena na peça Paixão de Cristo
Foto: Divulgação

Pela primeira vez fazendo teatro , a ex-BBB Grazielli Massafera estreou em grande estilo como Maria Madalena no espetáculo A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, que comemora 40 anos de produção e é um dos mais tradicionais da Semana Santa.

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Encenado na Vila Fazenda Nova, no Município de Brejo da Madre de Deus, no agreste pernambucano, o auto conta o martírio de Cristo. Desde 1989 o espetáculo ganhou visibilidade por contar com atores globais. Este ano, Jesus é interpretado por Carmo Dalla Vecchia, mas o papel já foi de Fábio Assunção, Thiago Lacerda e Luciano Szafir.

"É fantástico participar de um espetáculo como este, ainda mais para mim, que comecei 'ontem'. Nunca imaginei que viveria isso. Sou muito religiosa, estou emocionada", diz Grazi. A ex-BBB conta que pretende trazer o pai e o irmão para assistirem. "Eles fizeram essa peça há muito tempo, lá em Santa Catarina. Eles vão adorar", empolga-se.

No auto deste ano, Herodes foi feito por Francisco Cuoco, e Maria, interpretada por Antonia Frering. Herson Capri, veterano da montagem, fez Pilatos - ele já foi Jesus, em 1999, e Pilatos, antes, em 1998.

"Faço a Paixão há muito tempo e como já fiz o vilão e o mocinho posso dizer que é muito diferente, mas hoje acho que tenho mais know-how para entender as sutilezas de Pôncio Pilatos", compara o ator, que, em 1999, foi 'salvo por Jesus'. "Estava me preparando para viver Cristo, mas estava acima do peso e ia fazer uma lipo para combinar com o biótipo do personagem. Durante os exames pré-operatórios, descobri um câncer no pulmão. Graças a Deus foi rápido e me curei", lembra Herson.

O produtor Robson Pacheco, filho do jornalista Plínio Pacheco, criador do auto, não esconde que a idéia de convidar atores globais para o elenco é pura estratégia de marketing. "A primeira vez que a Paixão se apresentou nos moldes como ela é hoje, dentro do teatro, foram 3 mil pessoas ver; hoje são 40 mil, nos oito dias de apresentação", gaba-se.

Robson orgulha-se de sua visão ambiciosa da peça, que hoje mobiliza fluxo de turismo inédito na região. "No dia da estréia (no último sábado), chegamos a ter um público de 9 mil pessoas e 13% dele é formado por turistas estrangeiros", conta, empolgado.

Produção de R$ 3 milhões
A Paixão de Cristo é uma superprodução digna de qualquer atração da Disney: custa R$ 3 milhões e mobiliza uma equipe de mil pessoas, incluindo elenco e produção.

A cidade-teatro, que começou a ser construída em 1963, tem 100 mil metros quadrados - corresponde a 30% da área murada de Jerusalém nos tempos de Jesus - e todo cenário é natural. A saga é contada por 550 atores e figurantes, e o turista que desejar pode participar do espetáculo. Basta se hospedar na Pousada da Paixão, que fica dentro do terreno do teatro, e o hóspede/público poderá atuar ao lado dos atores.

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