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Nívea Stelmann passa de entrevistada a repórter do 'Vídeo Show'

29 de março de 2008 11h34

Nívea Stelmann passa a ser repórter do Vídeo Show. Foto: Luiza Dantas / Carta Z Notícias/TV Press

Nívea Stelmann passa a ser repórter do Vídeo Show
Foto: Luiza Dantas / Carta Z Notícias/TV Press

Em 13 anos de carreira televisiva, Nívea Stelmann já apareceu várias vezes em matérias do Vídeo Show. Mas, depois de um convite do diretor do programa, Mariozinho Vaz, a atriz troca de lugar. A partir do dia 31, assume o posto de repórter.

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O que, para Nívea, não será nenhum problema. "O programa homenageia pessoas que são contratadas da emissora, então as pautas são sempre positivas. Não vejo grandes dificuldades nessa função", confessa, com aparente tranqüilidade.

Por isso mesmo, Nívea garante que não precisou de qualquer tipo de preparação para o novo trabalho. Ainda mais por já ter se imaginado na profissão de jornalista.

Assim que se mudou de Paraíba do Sul, no estado do Rio, para a capital fluminense, a atriz começou o curso de jornalismo nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, mas só conseguiu concluir o quarto período. Quando chegou, sua maior vontade era atuar e, de tanto procurar, boas oportunidades começaram a aparecer.

Mesmo assim - e principalmente diante dessa mudança - não descarta a possibilidade de voltar para a faculdade. "O problema é conciliar a vida profissional, pessoal e acadêmica", reflete.

Mas, se não conseguir, não tem problema. "Não preciso citar nomes, mas tanta gente por aí trabalha como repórter ou apresentadora de programas de variedades sem ter qualquer diploma", minimiza.

A estréia como repórter aconteceu em uma viagem a Santos. Lá, foram gravadas algumas cenas da próxima novela das 18h, Ciranda de Pedra. E, para Nívea, o saldo foi positivo. "Já conheço todo mundo. É muito tranqüilo trabalhar dependendo da boa vontade dos meus próprios colegas de trabalho", explica.

Esse, aliás, foi na opinião da atriz o principal motivo para que seu nome fosse cogitado para ocupar a função. "Sem falsa modéstia, me dou muito bem com todo mundo na Globo. Desde as faxineiras aos diretores. Acho difícil alguém não querer fazer matéria comigo", gaba-se.

Até ser convidada para o Vídeo Show, Nívea Stelmann tinha outros planos para seu futuro. A idéia inicial era tirar longas férias. Mas não com a finalidade de descansar sua imagem do ar. "O que eu queria mesmo era ter outro filho. Mas, para isso, precisava de tempo", diz.

E, até nisso, acredita que deu sorte com a decisão da emissora. "Várias mulheres que trabalharam no programa saíram de licença-maternidade. Quem sabe?", indaga, às gargalhadas. As tão sonhadas férias foram adiadas por, pelo menos, um ano.

Como já sabe que não terá nenhum personagem fixo em novelas enquanto estiver no programa, Nívea espera poder investir mais em teatro e cinema em 2008. E, segundo a atriz, a própria produção do programa estimula esse tipo de comportamento.

"Todo mundo entende que eu sou atriz e não quero deixar de atuar", enfatiza. Por isso mesmo, ela pretende também ser aproveitada na própria Globo. Por enquanto, seu desejo está sendo realizado. Tanto que já gravou uma participação no segundo episódio da série Casos e Acasos.

E, como boa repórter, também aproveitou para cobrir os bastidores dessas gravações. "O legal é que troco de posição no meio da reportagem. Acho que isso ajuda a fixar que estou buscando versatilidade, e não um rótulo", supõe.

Pela retaguarda
Nívea estreou na televisão em 1995, em uma pequena participação na novela História de Amor. No ano seguinte, fez aparições em Malhação e Anjo de Mim, mas seu primeiro papel de destaque foi mesmo em A Indomada, em 1997, na pele da espevitada Carolaine Mackenzie Pitiguary.

Com a boa repercussão em cima da personagem, a atriz faturou em seguida a romântica Babi, de Era uma Vez. Mas só em 1999 entendeu realmente o que significa a fama.

Nívea foi escalada para interpretar a ninfomaníaca Eliete, em Suave Veneno, e atraiu de vez a atenção do público masculino. "Amei fazer a 'garota do bumbum dourado'. Explorava muito meu corpo, mas não era gratuitamente. Acho que valeu a pena", lembra.

Na época, a atriz já tinha recebido algumas propostas de revistas masculinas para posar nua, mas a oferta do cachê começou a subir a partir desse trabalho.

Nívea não cogita aceitar qualquer convite semelhante, mas prefere não dizer que "dessa água não beberá". Para ela, como mostrar suas formas é uma idéia longe da realidade, a probabilidade maior é a de que nunca aconteça.

"Não sou milionária, mas já tenho a minha casa e vivo com certo conforto. Nada pagaria a vergonha de ver meu filho e seus amigos achando fotos minhas pelada na Internet", assusta-se.

Depois do sucesso de Eliete, Nívea marcou presença em Uga Uga, em 2000, e em O Clone, em 2001. Em 2003, voltou ao ar em Chocolate com Pimenta, interpretando a primeira vilã de sua carreira. Na história, encarnava Graça, uma interesseira que fazia qualquer coisa para roubar o noivo da irmã.

Ali também começou a parceria com Walcyr Carrasco, que continua até hoje. Tanto que, de lá pra cá, a atriz só apareceu no ar em novelas do autor. Em 2005, como a esquizofrênica Alexandra em Alma Gêmea. E, em seu último trabalho, como a sensual Elvira de Sete Pecados.

"É muito bom trabalhar nas novelas do Walcyr porque já conheço seu texto e percebo o que ele espera de mim", justifica.

Instantâneas
# Nívea Stelmann é formada em cinema, mas, pelo menos por enquanto, não pretende se aventurar como cineasta. "Foi legal, aprendi muito e acho que melhorei como atriz", conta.

# Aos 33 anos, Nívea se considera uma grande fã do Vídeo Show e é capaz de se lembrar de várias épocas diferentes do programa. "Sempre gostei de televisão. Não estou à toa nessa profissão", brinca.

# A primeira experiência de Nívea na televisão sem ser em interpretação foi substituindo Cláudio Heinrich na apresentação do Globo Ecologia. "Mas foram só duas vezes, nem lembro porque ele não pôde apresentar", recorda.

TV Press