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 Letícia Spiller fala sobre a gravidez: "filho é símbolo de união"
29 de agosto de 2010 13h00

Letícia Spiller fala sobre a vinda da primeira filha aos 34 anos e a participação na nova minissérie. Foto: Rodrigo dos Anjos/AgNews

Letícia Spiller fala sobre a vinda da primeira filha aos 34 anos e a participação na nova minissérie
Foto: Rodrigo dos Anjos/AgNews

Regina Rito
Rio de Janeiro

Letícia Spiller, 34 anos, espera Stella, sua primeira filha com o diretor de fotografia Lucas Loureiro, com quem namora há 1 ano e meio. Gravando a minissérie Afinal, O Que Querem As Mulheres?, de Luiz Fernando Carvalho e João Paulo Cuenca, em que faz Sofia, vive um momento especial na carreira e na vida pessoal.

"Adoro o Luiz Fernando. Me identifico desde a primeira vez que ele me dirigiu (O Rei do Gado). Ele trabalha as três linguagens: teatro, cinema e TV. Isso é raro. Por coincidência, estava grávida do Pedro (filho dela com Marcelo Novaes, hoje com 13 anos). Agora de novo. Já disse que ele é um bruxo. Estou em uma fase de muita iluminação e muita positividade."

Como define a Sofia?
É o arquétipo da mulher que simboliza a alegria, o lado criança, muito à flor da pele. Ela vem trazer leveza para o André (Michel Melamed), mostrar para ele um lado da vida que ele ainda não tinha descoberto.

Se identifica com ela?
Tenho um lado lúdico muito forte. Algumas pessoas na TV me associam a personagens montadas, cheias de laquê, mas não tenho nada a ver com isso. Quando o Luiz me chamou, disse: 'Mas será que as pessoas não veem a menininha que tem dentro de você?'. Fiquei emocionada. O teatro me proporciona isso e até mesmo a TV quando mostro esse lado.

Vai usar peruca de dreads?
É peruca com apliques coloridos e colados para dar o visual moderno.

Como foi a preparação?
Fiz oficina de máscaras e aulas de canto. Batalhei muito para poder trabalhar com o Luiz de novo. Sempre que ele me chamar, vou estar disponível.

Como é ser mãe novamente?
Vou ter que aprender de novo (risos). Mas tenho um instinto maternal muito forte e na hora vou lembrar de tudo.

Tem enjoos, desejos?
A fase do enjoo passou. Só não estou muito para doces. Como coisas saudáveis, orgânicas, sem agrotóxicos, que nutrem e são fundamentais para a formação do bebê. Continua fazendo ioga e pilates?
Faço ioga em casa, aula de dança, caminhadas e musculação bem dosada. Quero fazer hidroginástica com o Tony Regadas. Fiz com ele quando estava grávida do Pedro. Mas não consigo encontrá-lo. Se alguém puder me ajudar...

Impõe limites ao Pedro?
Acho importante. Mas limite não é sinônimo de repressão. A gente lida bem com o corpo, tabus, preconceitos. Claro que tem que ter um castigo. Exemplo: ele ficou em recuperação e queria ir a uma festa no dia anterior à prova. Não deixei.

Você e o Lucas planejaram a gravidez?
Nós queríamos muito, só não sabíamos quando ia chegar. Mas liberamos tem um tempo. O Pedrinho não foi tão planejado. Ele veio. O Marcelo já tinha o primeiro filho. Sabíamos que mais cedo ou mais tarde ia acontecer. Só não esperávamos que fosse naquele momento. Agora é diferente, eu já esperava que acontecesse a qualquer hora.

Com a gravidez, a libido diminuiu?
Pelo contrário. Acho que está até melhor. Dizem que diminui só no período da amamentação.

Pretendem se casar?
Já me sinto casada. Um filho é símbolo de união. Estamos apaixonados e querendo construir a vida. O resto é formalidade. Não casei no papel com o Marcelo, não fiz a menor questão e a gente nunca brigou na Justiça por nada. Sempre tivemos confiança um no outro e agora não é diferente. Confio no Lucas e na integridade dele como ser humano. Sou bem resolvida, nunca precisei de ninguém para pagar as minhas contas. Tem mulheres e homens que se casam com outros interesses. Não é o meu caso. Quanto a casamento na igreja, não está nos nossos planos. Pensamos, sim, em fazer algo para comemorarmos com os amigos.

O Pedro gostou de ter uma irmãzinha?
Ficou superfeliz. E acho que vai ajudar a cuidar dela. Ele já falou para a Ivana, que trabalha aqui em casa: 'Não se preocupa não, que eu te ajudo'.

Quem escolheu o nome da neném?
Eu e o Lucas tínhamos vários nomes e, entre eles, Pedro deu a opinião dele.

Já começou a fazer o enxoval?
Ainda não. Já ganhei um monte de coisas.

O quarto da Stella vai ter algum tema?
Não. Vai ser um quartinho leve, com uma cortina xadrez goiaba e branco e a parede turquesa clarinha. Não gosto de quartos temáticos.

Quem serão os padrinhos de batismo?
O Pedro e a Nina, irmã do Lucas.

Pretende fazer parto normal?
Espero que seja, como foi da primeira vez. É muito melhor. Se as pessoas soubessem que tudo é muito menos agressivo... Tem mulher que pode ter parto normal e opta por cesárea. Nunca entendi isso.

Agora você vai ficar um bom tempo longe do batente, não?
Talvez não. Estou querendo ensaiar o musical Aquela Companhia de Teatro, do Marco André Nunes e Pedro Kosovski. É baseado numa sinopse que o David Bowie escreveu, que se chama Out Side, que já tem parte do patrocínio e uma pauta de teatro. O Ricardo Blat estará no projeto. É para abril do ano que vem. A neném nasce no fim de janeiro. E tem também o filme Gorete, uma comédia que marcará a estreia do Paulo Vespúcio Garcia como diretor de longa-metragem, em que também quero atuar.

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