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Promotor: "M. Jackson acreditou em Murray e pagou com sua vida"

3 nov 2011
17h43
atualizado às 18h16

A promotoria apresentou nesta quinta-feira (3) os argumentos finais do julgamento do médico Conrad Murray, acusado de administrar altas doses do medicamento Propofol ao cantor Michael Jackson.

Diversos trechos controversos das testemunhas de defesa foram exibidos pelo promotor David Walgren. O mais questionado foi o médico Paul White, que caiu em contradição algumas vezes. A promotoria também narrou os últimos dias de vida de Jackson, que teria reclamado de calafrios em alguns momentos e de muito calor pelo corpo.

Durante o julgamento, foi dito que Conrad Murray comprou em 10 de junho um grande carregamento de Propofol (quatro galões, o que equivale e 2 mil mg diárias desde a compra até a morte do cantor). Nenhum resquício de sobras desse medicamento foi encontrado.

A promotoria também mostrou que Murray dava o medicamento ao astro diversas vezes ao dia. As informações são baseadas no depoimento do médico à polícia no dia 27 de junho.

Outro questionamento do promotor foi sobre o local das aplicações. "Esse tipo de medicamento não pode ser administrado na cama. Isso deve ser feito em um hospital". E continuou: "temos todas as evidências. Michael Jackson acreditou em Conrad Murray com a sua vida. E pagou com a sua vida. Ele mentiu, inventou coisas e agiu com negligência. Isso não é o que um médico faz, ele tem a obrigação legal de salvar vidas. Ele levou Michael Jackson à morte", encerrou Walgren.

Promotoria reforçou que Conrad Murray foi negligente
Promotoria reforçou que Conrad Murray foi negligente
Foto: Reuters
Fonte: Terra
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