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"M. Jackson estava clinicamente morto", diz médica

30 set 2011
20h32
atualizado em 3/10/2011 às 08h34

Richelle Cooper, médica que recebeu o corpo de Michael Jackson no UCLA Hospital, em Los Angeles, disse nesta sexta-feira (30) à promotoria que o cantor já chegou morto de sua mansão.

"Ele estava clinicamente morto, sem pulsação e pálido", contou a última testemunha a depor no quarto dia de julgamento do Dr. Conrad Murray.

Cooper também contou que ao perguntar sobre as condições do paciente, Dr. Murray disse que o cantor era um homem saudável e havia recebido apenas Lorazepam, omitindo todo o momento a administração de Propofol.

O julgamento entrou em recesso até 3 de outubro às 8h45, horário de Los Angeles; 12h45, horário de Brasília.

No quarto dia de julgamento do de Michael Jackson, a doutora foi a quinta testemunha a depor. No começo do dia, Bob Johnson, especialista em aparelhos médicos, foi ouvido à respeito de monitores cardíacos.

Em seguida, a promotoria chamou Robert Russell, gerente de vendas e paciente de Conrad Murray. No depoimento, ele afirmou que se sentiu "abandonado" quando Murray deixou a clínica para se dedicar ao rei do pop.

Na época, ele tinha sido recentemente operado depois de um ataque cardíaco. "Fiquei um pouco frustrado, pois estava preocupado com a minha saúde", contou.

Quem também depôs foram os paramédicos Richard Seneff e Martin Blunt, responsáveis pelo chamado de emergência na casa de Michael Jackson. Com relatos bastante semelhantes, os bombeiros disseram que em nenhum momento Dr. Murray comentou sobre Propofol.

"Em nenhum momento ele disse a palavra Propofol", disse Seneff. "Quando chegamos, perguntei se ele havia medicado o paciente. Ele não respondeu. Na segunda vez, ele disse que deu Lorazepam, um remédio para dormir".

Já Blunt contou que perguntou ao médico quanto tempo o cantor estava naquele estado e o médico respondeu que menos de um minuto. Segundo seu relato, o cantor parecia estar sem pulsação por um tempo maior do que isso.

Seneff também explicou à promotoria os procedimentos de reanimação feitos no cantor. "Nós fizemos massagem cardíaca, usamos o reanimador manual e o eletrocardiograma. Em nenhum momento ele tinha pulso", contou.

Na ação, Seneff disse que Dr. Murray pediu para os paramédicos fazerem um acesso venoso do pescoço até o coração de Michael Jackson e aplicar magnésio. "Nós não sabíamos fazer esse procedimento e não tínhamos o magnésio", disse.

Depois de tentar reanimar o cantor por alguns minutos, o paramédico disse que ligou para o hospital e recebeu a ordem de confirmar o óbito do paciente. Michael Jackson morreu às 12h57 do dia 25 de junho de 2009.

Dr. Murray negou administração de Propofol à Michael Jackson, segundo médica
Dr. Murray negou administração de Propofol à Michael Jackson, segundo médica
Foto: AFP
Fonte: Terra
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