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08 de maio de 2011 • 09h14

Sonia Abrão: "sou muito boa de briga, sim!'

Sonia Abrão diz ser boa de briga
Foto: Divulgação
 

Sonia Abrão, jornalista e apresentadora do A Tarde É Sua, comemora cinco anos na Rede TV!. Ela diz que não está nem aí para o preconceito que sofre por comandar um programa popular com "pegada policial". O que importa, para Sonia, é a opinião do telespectador. E garante: "sempre fui muito mimada pelo público e já fiquei mal acostumada".

Aos 52 anos, a apresentadora, que já trabalhou em jornais, revistas, rádios (Globo, América e Capital) e na TV - lá se vão 11 anos -, sente-se vitoriosa e realizada, mas nem por isso pretende parar: "Vou lançar meu terceiro livro este ano (ela já fez Abaixo a Mulher Capacho e Santas Receitas) e já comecei a escrever o quarto, para 2012, sempre falando da mulher e do amor. Quero amadurecer como roteirista (fiz o pré-roteiro do filme do Rafael Ilha, em parceria com minha irmã, Margareth) e sonho fazer um programa em canal a cabo, que tenha a minha cara!". Separada de Jorge Damião, mãe de Jorge Fernando, de 18, Sonia não tem problemas em falar sobre a vida pessoal. Confira.

Sofre algum tipo de censura na Rede TV!?
Sonia Abrão: Não, de jeito nenhum! O lema é liberdade com responsabilidade! E há sempre reunião mensal dos diretores de programas com a superintendência artística, para balanço de resultados e criação. É bom trabalhar assim.

E de preconceito por fazer um programa popular, que alguns consideram sensacionalista?
Sonia: Por parte da mídia sofro preconceito sim, talvez por ser a única mulher a comandar um programa com pegada policial. Por parte do público, sempre fui muito mimada e já fiquei mal acostumada.

Já foi processada?
Sonia: Muito pelo contrário! Acho que a única pendência é a daquele rapaz que ficou conhecido como Cowboy no BBB 7, porque nossa cobertura do reality teve tanto sucesso que ele se considerou prejudicado por nosso programa que o apontou como vilão. Nós e o Brasil inteiro, né?

Faz qualquer coisa para conseguir um "furo" para o programa?
Sonia: Não! Eu e minha equipe fazemos tudo o que estiver ao nosso alcance, com integridade e competência. Temos capacidade de sobra para isso.

Por conta do programa conquistou inimigos?
Sonia: Nós só fizemos amigos. São 11 anos de prestação de serviços e solidariedade! Se houver inimigo, deve ser do tipo cordial e está oculto.

Tira de letra as piadas que fazem com o seu nome?
Sonia: O humorista Marcius Melhem disse que quando criança, "Sônia Abrão não pulava carniça. Ficava em volta, brincando de apresentadora por horas". Marcos Mion também não foi nada político: "até a morte sente um arrepio quando Sonia Abrão passa por ela!". A também apresentadora Astrid Fontenelle não perdeu a piada: "Sônia Abrão deve começar a ler jornal pelo obituário!". Nem o cantor Ritchie perdoou: "Quando criança, o apelido da Sonia Abrão era "Menina Veneno". Ah, essa fase foi engraçada, virei a bola da vez! Mas as brincadeiras me renderam popularidade no Twitter! E, cá pra nós, os coleguinhas foram criativos, né? Impossível não rir.

Gosta de criar polêmica?
Sonia: Não gosto de criar polêmica, não provoco ninguém! Sou da paz, tenho uma paciência de Jó, que convive bem com meu espírito combativo. A polêmica é efeito colateral de todo programa baseado na opinião sobre os fatos.

E de fofoca?
Sonia: Trabalhei anos com o chamado "mundo das celebridades", é um segmento que o público adora! Chamam de fofoca, mas é um trabalho duro, em que se pisa sobre ovos! Continuo em forma nessa área.

É boa de briga?
Sonia: Sou boa de briga sim, mas não gosto de brigar! Prefiro soluções pacíficas, mas se não tiver outro jeito, é bom sair da frente, porque vou até o fim.

Quais os "furos" que se orgulha de ter dado no programa?
Sonia: No caso Nardoni, nossos repórteres foram os primeiros a conversar com Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabela. No caso do Bruno, o advogado e o psicólogo do nosso programa foram os únicos a entrar na cela do goleiro. E o único programa ao qual Eliza Samudio compareceu foi o nosso.

Se espelhou em alguém profissionalmente?
Sonia: Não, sempre quis ser jornalista desde criança.

Se não fosse Sonia Abrão, quem gostaria de ser?
Sonia: Ah, queria ser eu mesma, mas em uma edição revista e melhorada.

Quais as situações saia justa que já passou?
Sonia: O que não falta na vida de qualquer jornalista é saia justa, né? Uma que nunca esqueço foi nos tempos de repórter, quando precisava entrevistar o Roberto Carlos e a assessoria não queria deixar de jeito nenhum! Aí consegui entrar escondida no Palácio das Convenções do Anhembi, onde ele faria show à noite, e fiquei seis horas lá dentro esperando uma chance de abordar o Rei! Mas fui descoberta, queriam me expulsar, foi a maior confusão! Não sei como, Roberto soube de tudo e mandou me chamar no seu camarim! Só tinha tempo para 15 minutos de conversa, mas rendeu tanto que virou matéria de uma página no jornal e me deu a maior moral com o chefe! Hoje acho engraçado, mas no dia foi um sufoco e tanto.

Se arrepende de alguma coisa?
Sonia: Sim! Me arrependo imensamente de não ter concluído a faculdade de História na USP. Mas ainda vou voltar, é paixão antiga! Aliás, fui aluna do Heródoto Barbeiro, que além de grande jornalista também é um professor de História genial.

Já trabalhou na Record, no SBT e agora está completando cinco anos na Rede TV!. Se sente realizada ou ainda tem algum sonho profissional não concretizado?
Sonia: Na verdade, minha carreira como apresentadora começou na Rede TV!, em 2000, com o programa A Casa é Sua!. Depois vieram o Falando Francamente, no SBT, e o Sonia e Você, na Record, e voltei pra Rede TV!, no A Tarde é Sua. Somando tudo dá 11 anos no ar ininterruptamente, o que considero uma vitória minha e de toda nossa equipe, que permaneceu a mesma durante todo este tempo e é afinadíssima! Trabalhar com meu irmão, o Elias Abrão, como diretor, também foi fundamental, porque ele me dá total segurança. Nesse sentido, estou realizada, sim! Mas quero mais! Vou lançar meu terceiro livro este ano e já comecei a escrever o quarto, para 2012, sempre falando da mulher e do amor. Quero amadurecer como roteirista (fiz o pré-roteiro do filme do Rafael Ilha, em parceria com minha irmã, Margareth Abrão) e sonho fazer um programa em canal a cabo, que tenha a minha cara¿.

Você é noveleira confessa. Das novelas que estão no ar, qual a sua preferida e por quê?
Sonia: Amo novelas, mas não tenho tido muito tempo para acompanhar ultimamente. Mas gosto de Cordel Encantado, porque resgata a essência do romantismo¿.

Qual o programa de TV preferido?
Sonia: São vários, principalmente os seriados. Adoro The Goodwife, Law&Order e Brothers&Sisters, todos da Universal. E não perco o Saia-Justa, na GNT, agora que tem a participação de homens inteligentes como Dan Stulbach, Léo Jaime e Eduardo Moscovis. O contraste entre os pontos de vista masculino e feminino enriqueceu o programa.

O que curte fazer nas horas de folga?
Sonia: Ando por São Paulo para fotografar a cidade que é minha paixão, leio demais e escrevo também. E tiro as manhãs de sábado para dormir, porque madrugo a semana toda. Além disso, adoro tuitar.

O que acha dos artistas que, vira e mexe, dizem: "Não falo da minha vida pessoal"?
Sonia: Acho bobagem, mas é um direito deles.

Você tem uma vida bastante discreta. Também não fala de vida pessoal?
Sonia: Não tenho problemas com isso. Minha vida é discreta, porque sou assim: caseira, não gosto de badalação, curto mais ficar com família, amigos, livros, discos e nada mais! Só não quero uma casa no campo, porque sou bicho urbano. Agora vamos atualizar: não sou mais casada, me separei há cinco anos, mas eu e o Damião continuamos superamigos. Aliás, acho que foi até por isso que nos separamos, estávamos amigos demais, quase irmãos, já era o estágio fraterno do amor! Quanto ao meu filho, ele vive no Canadá, onde vai cursar Jornalismo.

Sua família dá opinião sobre seu trabalho?
Sonia: Sim, somos interativos! Meu pai acompanha as coberturas, principalmente as policiais, mas minha mãe gostaria de ver mais artistas, sem deixar de lado as reportagens.

O Dia