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 O filme é forte concorrente ao Oscar |
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Com sua vitória na 61ª edição do Globo de Ouro, o filme O Retorno do Rei, terceiro da série O Senhor dos Anéis, encaminha-se para a conquista do Oscar.
A epopéia, dirigida por Peter Jackson, conseguiu ontem à noite no ato organizado pela Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood os quatro prêmios que esperava arrematar e que incluem o de melhor drama.
Esta vitória marca o caminho deste filme em direção ao Oscar, constrastando com os resultados dos dois filmes anteriores da série. "O Oscar é a maior conquista, e eu ficaria muito orgulhoso se recebesse", disse o diretor da adaptação ao cinema da trilogia escrita por J.R.R.Tolkien.
Por enquanto, foi considerado o melhor filme dramático, premiando-se sua direção, a trilha sonora e a melhor canção. Mas será necessário esperar até amanhã - que é quando se anunciarão em Los Angeles as candidaturas ao Oscar - para saber se o filme se consolidará como favorito, tanto artística como tecnicamente.
Sua vitória ontem à noite determinou a queda de Cold Mountain, que chegou com oito candidaturas e obteve apenas o prêmio de melhor atriz coadjuvante, para Rennee Zellwegger.
Os demais prêmios de interpretação na seção dramática foram para "Sobre meninos e lobos" e seus dois atores candidatos, Sean Penn, como melhor ator principal, e Tim Robbins, como melhor coajduvante.
Na categoria de comédia não houve surpresas, já que o filme vitorioso, "Encontros e desencontros", era um dos favoritos. O filme conquistou três de suas cinco candidaturas.
Dirigido por Sófia Coppola, o filme conseguiu o prêmio de melhor comédia, melhor produção e melhor interpretação masculina para Bill Murray.
"Eu gostaria de agradecer a vitória a Sófia por escrever um filme tão bom que todos os atores nesta sala estão dizendo: podia ter sido eu o sortudo de estar aí em cima", disse Murray.
A pequena surpresa da noite foi para Diane Keaton, que conseguiu o prêmio de melhor atriz de comédia por "Something's Gotta Give".
"Os dois protagonistas deste filme somam 125 anos", comentou uma radiante Diane Keaton, que defendeu melhores papéis para os atores mais velhos.
No caso de melhor atriz dramática, o prêmio foi para Charlize Theron por sua transformação em Aileen Wuornos, a primeira assassina mulher executada nos Estados Unidos.
Luzindo a beleza que conseguiu esconder em seu trabalho como prostituta no filme, Theron falou da grande responsabilidade de interpretar pela primeira vez em seus 11 anos de carreira uma pessoa que tinha existido na realidade.
Seu nome também parece certo para o Oscar, que, em edições anteriores, escolheu atrizes capazes de esconder sua beleza depois de seu talento interpretativo.
No quesito televisão, uma minissérie como Angels in América levou todos os prêmios em sua categoria. Baseada na popular obra de teatro sobre a Aids, a minissérie dirigida por Mike Nichols conseguiu o prêmio como melhor obra, melhor ator, Al Pacino; melhor atriz, Meryl Streep; melhor ator coadjuvtante, Jeffrey Wright, e melhor atriz coajduvante, Mary Louis Parker.
Tratava-se de uma vitória que o próprio Antonio Baderas, candidato a melhor ator em uma minissérie por And Starring Pancho Villa as Himself, antecipou em sua chegada ao ato.
Entre os famosos presentes na cerimônia estavam Jennifer López, sem Ben Affleck, Uma Thurman, junto a Quentin Tarantino, e Catherine Zeta Jones com seu marido, Michael Douglas.
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