Globo de Ouro 2007

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Segunda, 15 de janeiro de 2007, 18h01  Atualizada às 21h00

Aumentam ausências na noite de gala do Globo de Ouro

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Depois da confirmação da ausência de Pedro Almodóvar, as outras grandes "baixas" na noite de gala do Globo de Ouro serão os atores Mel Gibson, Peter O'Toole, 75, e Johnny Depp.

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Almodóvar expressou seu pesar quando em Nova York decidiu mudar de rumo e voltar à Espanha diante das recomendações médicas para que cuide de uma gripe aguda.

A mudança deixa a Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood sem um dos candidatos favoritos ao Globo de Ouro na categoria de melhor filme em língua não inglesa com Volver.

Penélope Cruz, a primeira atriz espanhola candidata ao Globo de Ouro como melhor intérprete por este mesmo filme, vai ficar sozinha no tapete vermelho que conduz ao hotel Beverly Hilton de Los Angeles.

Peter O'Toole é o candidato mais velho que aspira ao Globo de Ouro como melhor ator, em seu caso com o filme Vênus. Na última hora ele também ficou doente. De Nova York voltou à Irlanda ao invés de completar sua viagem para Los Angeles, rejeitando inclusive a oferta de um jato privado, dado a fraqueza que sentia após sua última entrevista para o programa de televisão The View.

A onda de frio que atinge inesperadamente o sul da Califórnia pode tirar o brilho do tapete vermelho rumo à chamada melhor festa de Hollywood.

No caso de Depp, todos já sabem do pouco amor do ator pelas celebrações de Hollywood. Daí que sua ausência como aspirante a melhor ator de comédia e musical fique justificada por razões de trabalho nos preparativos em Londres de seu próximo filme, Sweeney Todd, é uma outra história.

De todas, a ausência mais polêmica é a do ator, produtor e realizador Mel Gibson. Sua candidatura nesta 64ª edição do Globo de Ouro já deu o que falar ao estar incluído na categoria de filmes em língua não inglesa por sua última obra, Apocalypto, realizado em maia.

Gibson foi muito discreto desde sua detenção quando tomou conta das manchetes por causa dos insultos que proferiu contra os judeus e as mulheres enquanto estava bêbado.

Por isso, muitos comentaristas locais viam a passagem de Gibson pelo tapete vermelho como uma última prova de aceitação na indústria de Hollywood.

No entanto, Gibson atrasou mais este momento, justificando sua ausência com a apresentação de seu filme no México.

Apesar das baixas de última hora, a cerimônia prevista para as 17h local (23h de Brasília) contará com uma presença maciça de atores.

O fato de que as 25 categorias nas quais os prêmios são divididos estejam concentradas principalmente no campo da interpretação, seja drama ou comédia, cinema ou televisão, o número de candidatos famosos convidados para a festa é multiplicado por quatro.

O filme Babel é o favorito com um total de sete indicações, incluindo a de melhor drama do ano.

Mas tanto Os Infiltrados como The Queen são adversários difíceis nesta edição, onde as apostas recaem sobre Helen Mirren como vencedora na categoria atriz dramática.

Meryl Streep é cotada para vencer como melhor atriz de comédia e musical, por O diabo veste Prada. O filme está entre os favoritos da categoria de comédia e musical, embora Dreamgirls - em busca de um sonho leve uma certa vantagem, a menos que o polêmico Borat seja a surpresa e ganhe o prêmio.

Este último filme pode repetir a dose e vencer também na categoria de melhor ator de comédia e musical, na qual a crítica aponta para uma vitória do humorista britânico Sacha Baron Cohen, em seu personagem de falso jornalista do Cazaquistão.

Como melhor ator dramático, Leonardo DiCaprio poderá ser o que leva o maior número de votos, embora não necessariamente a vitória.

O fato de concorrer contra si mesmo, por Diamante de Sangue e Os Infiltrados, o transforma em seu pior inimigo e pode dar a vitória a Forest Whitaker e seu personagem de Idi Amin em O Último Rei da Escócia.

EFE
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