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 Oca reúne obras de arte britânica da Tate
31 de julho de 2003 18h15

Seated Figure , obra de Francis Bacon. Foto: Divulgação

Seated Figure, obra de Francis Bacon
Foto: Divulgação

A Bigger Splash: Arte Britânica da Tate - 1963 a 2003: esta é a nova exposição a ocupar a Oca, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo - e a 47ª patrocinada pela BrasilConnetcs. A abertura acontece no próximo dia 4 de agosto, para convidados, e dia 6 para o público. Os ingressos serão vendidos a R$ 6 (R$ 3 meia entrada). A entrada será gratuita para menores de 5 anos, pessoas com mais de 65 anos, aposentados e deficientes físicos.

A mostra, que fica em cartaz até o dia 26 de outubro e que espera a visitação de 400 mil pessoas, percorre 40 anos de arte contemporânea britânica, exibindo 109 trabalhos de 55 artistas britânicos ou naturalizados. Ao todo são 26 esculturas e instalações, 25 pinturas, 51 trabalhos sobre papel (como litogravuras e fotografias) e sete videoinstalações, a serem exibidas no Instituto Tomie Ohtake.

Com seguro avaliado em cerca de US$ 200 mil, a exposição terá o maior número de obras do acervo do Tate já expostas na América Latina. Uma das grandes atrações é A Bigger Splash, obra de David Hockney avaliada em US$ 8 milhões e que empresta o nome para a exposição. O quadro, um dos mais emprestados da Tate, poderá ser visto no segundo andar da Oca.

Destaques desse mesmo andar são os trabalhos de Francis Bacon, mestre da pintura figurativa, representado em cinco obras, e Richard Hamilton. Deste artista os visitantes poderão apreciar o polêmico quadro que retrata a prisão do rolling stone Mick Jagger, nos anos 60.

No primeiro andar, os visitantes poderão "viajar" por obras dos anos 60 e também dos 70. Uma das estrelas deste piso é Anthony Caro, autor de Early One Morning e um dos representantes da New Generation. A peça vermelha, criada em 1963, está em perfeito estado de conservação.

Também poderão ser apreciados no primeiro andar as obras de Barry Flanagan, as foto-montagens de Gilbert & George e as criações ousadas de Michael Craig-Martin. Uma das obras de Craig-Martin teve que ser reproduzida através de um projetor. Com a imagem refletida na parede, foi possível "recriar" a obra, que consiste em desenhos na parede feitos com fita adesiva.

No térreo, destaque para Monument, de Susan Hiller. A artista reuniu trinta lápides de pessoas que morreram tentando salvar outras. A emoção é garantida diante da peça, que conta, ainda, com uma intervenção sonora, através de fones de ouvido, contando as histórias desses heróis desconhecidos.

Ainda no térreo estão obras de Mona Hatoum, libanesa naturalizada inglesa; Sarah Lucas (Pauline Bunny), importante representante do movimento YBAs (Young British Artists); Donald Rodney (In The House Of My Father) e Simon Patterson. De Patterson será exibido o delicioso The Great Bear, mapa do metrô, cujos nomes das estações são rebatizados com nomes de celebridades e personagens históricos: Vasco da Gama, Michelangelo, Bette Davis, Roger Moore, Sean Connery, Woody Allen, Pelé e por aí vai...

No subsolo da Oca estão Damien Hirst, com suas cápsulas de remédios exibindo nomes de comidas, e Julian Opie, autor da obra mais recente, de 2003: Escaped Animals, originalmente exibida em frente à Tate Modern e cujo "clone" fará parte da mostra em São Paulo, em primeira mão. Outro destaque do andar é Cornelia Parker, com sua instigante Thirty Peaces of Silver. A peça, que levou cinco dias para ser montada em São Paulo, exibe trinta mesas redondas, suspensas por fios de metal e localizadas a 14 cm do chão.

Curadoras
A curadoria é de Catherine Kinley, curadora sênior da Tate desde 1978, e de Joanne Bernstein, gerente internacional de itinerâncias do acervo da Tate Collection no exterior. As duas estiveram presentes no lançamento da exposição para a imprensa, realizado nesta quinta-feira. "Queríamos trazer o melhor da coleção para o Brasil", afirmou Catherine Kinley. "O Brasil foi escolhido por vários motivos. Um deles é porque o país tem um público sofisticado. Estamos felizes de dar essa oportunidade", completou Joanne.

Além do público brasileiro, as duas curadoras elogiaram bastante o trabalho da cineasta e cenógrafa Daniela Thomas e do arquiteto Felipe Tassara, responsáveis pela montagem das instalações que irão abrigar as obras.

Sobre a criação da rampa que liga dois andares da exposição, com aspecto de palafita, Daniela Thomas esclareceu que se tratou de uma tentativa de expor o caráter passageiro da mostra. "A razão da aparência é a impermanência, para deixar claro que é algo passageiro. Não é uma conotação de coisa brasileira", explicou.

Redação Terra
  1. A Bigger Splash, de David Hockney, avaliada em US$ 8 milhões, emprestou o nome para a exposição de obras da Tate, em São Paulo

    Foto: Divulgação

  2. A obra é uma das mais emprestadas da Tate

    Foto: Divulgação

  3. Seated Figure, de Francis Bacon, um dos maiores destaques da exposição

    Foto: Divulgação

  4. In The House of My Father, de Donald Rodney: a "casinha" exibida na foto foi feita com pedaços da pele do artista

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  5. Obra de Barry Flanagan, com 1 tonelada de areia enchendo os cones

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  6. Thirty Peaces of Silver, de Cornelia Parker, levou cinco dias para ser montada em São Paulo

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  7. Escaped Animals, de Julien Opie, é a obra mais recente da mostra

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  8. Obras de Damien Hirst são destaques do subsolo

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  9. O artista coloca nomes de comidas em cápsulas de remédios

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  10. Visão geral do subsolo

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  11. Tela de Richard Hamilton: pop art retratando a prisão de Mick Jagger nos anos 60

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  12. Obra de Mona Hatoum, exposta no térreo

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  13. A artista é libanesa, naturalizada inglesa

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  14. Monument de Susan Hiller, surge imponente no térreo

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  15. A obra exibe trinta lápides de pessoas que morreram tentando salvar outras

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  16. Pauline Bunny, de Sarah Lucas, artista do movimento YBAs (Young British Artists)

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  17. The Great Bear, de Simon Patterson, exibe um mapa do metrô com as estações batizadas com nomes de celebridades e personagens históricos

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  18. South Bank Circle, obra de Richard Long

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

  19. Foto de Richard Billingham

    Foto: Rogério Lorenzoni/Terra

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