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Arte e Cultura
Sábado, 21 de julho de 2007, 05h00  Atualizada às 09h05
Livraria de Israel ignora ameaças e vende novo 'Harry Potter'
 
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O último livro de Harry Potter está sendo vendido em Israel desde a madrugada com absoluta normalidade, apesar das ameaças do ministro do Comércio, o ultra-ortodoxo Eli Yishai, que era contra o início das vendas no sábado.

» Apenas 20 pessoas compram novo 'Harry Potter' em Tóquio
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A edição de Harry Potter e as Relíquias da Morte, a sétima e última parte da popular saga da escritora britânica J.K. Rowling, começou às 2h01 (20h01 de sexta-feira, em Brasília). O local foi o porto de Tel Aviv, onde à meia-noite começaram espetáculos de magia, à espera da contagem regressiva e a abertura de pequenos postos de vendas.

A rede Steimatzky, concessionária da edição em inglês, desafiou com a venda do livro o ministro do Comércio. Ele ameaçou adotar sanções por causa do desrespeito à jornada do "Shabat".

No dia de descanso do judaísmo, a ortodoxia proíbe a abertura de lojas em Israel. Segundo as leis judaicas, o "Shabat" começa no anoitecer de sexta-feira e vai até o sábado à noite.

Por enquanto, não se sabe se Yishai cumprirá sua ameaça de punir as livrarias que estão vendendo hoje o livro. O Ministério só anunciará sua atitude ao fim do "Shabat".

Uma das maiores redes de livrarias do país informou que tinha reservados 4 mil exemplares. Em Israel calcula-se que mais de 870 mil cópias foram vendidas dos livros da série de Rowling em hebraico.
 

EFE

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