Leoa Guennol se torna a escultura mais cara já vendida em leilão
06 de dezembro de 2007 03h58 atualizado às 07h29

A casa Sotheby's vendeu nesta quarta-feira em Nova York a Leoa Guennol, uma peça mesopotâmica de cerca de 5 mil anos, por US$ 57,16 milhões, o valor mais alto já atingido por uma escultura durante um leilão.

O lance final é mais de três vezes superior ao que a casa de leilões pretendia obter. O preço no catálogo estava fixado em US$ 14 a 18 milhões.

Após uma apertada disputa entre cinco licitantes, com rodadas sendo aplaudidas pelo público, a estatueta, de cerca de 8,25 centímetros de altura, foi para as mãos de uma pessoa de nacionalidade britânica, que pediu o anonimato.

O comprador só deu seu primeiro lance quando as ofertas, que tinham começado em US$ 8,5 milhões, chegaram a US$ 27 milhões.

O Departamento de Antiguidades do Sotheby's anunciou depois do leilão que o comprador terá "a honra de possuir uma das obras de arte mais estranhas e belas do mundo antigo". O lucro com a venda será destinado a fins beneficentes.

Calcula-se que a escultura seja contemporânea do primeiro uso conhecido da roda, da invenção da escritura e da fundação das primeiras cidades.

A escultura mais cara vendida num leilão até o momento era a Tête de femme (Dora Maar) de Pablo Picasso, vendida também pela Sotheby's, no mês passado, por US$ 29,16 milhões.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.