| Jean Dieuzaide/Reprodução/Divulgação |
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| Salvador Dalí: exposições e homenagens |
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Washington lembra a partir de hoje, sexta-feira, no Instituto Smithsonian o centenário do nascimento de Salvador Dalí, com uma exposição de oito obras-primas da coleção particular mais importante do pintor espanhol.
Oito maravilhas do Museu Salvador Dalí é um breve passeio pela obra do artista (1904-89) através das peças mais destacadas da pinacoteca dedicada ao pintor, localizada em São Petersburgo (Flórida), e anualmente visitada por cerca de 200 mil pessoas.
A exposição inclui telas de Dalí adolescente, como Hort del lané, Cadaqués (1918); do Dalí que em 1928 se apaixona por Gala, esposa do poeta Paul Eluard e depois sua companheira até a morte, como Fantasíes Diurnes (1932), e do Dalí maduro que redescobre o catolicismo, como El Ángel de Port Lligat (1952).
As outras pinturas são Au bord de la mer (1931), Retrato uniforme de Gala (1932), Sem título - persistência do tempo agradável (1932-34), Eco Morfológico (1936) e Beatrice (1958).
Esta exposição é um esforço conjunto feito pelo Museu Salvador Dalí, The Flórida House (a "embaixada" deste estado em Washington) e o Centro Smitshonian de Iniciativas Latinas.
Os atos de comemoração do centenário de Dalí nos Estados Unidos serão completados com mais duas exposições no Museu Salvador Dalí de São Petersburgo: Centenário de Dalí: uma coleção americana, que poderá ser visitada a partir de 26 de setembro, e Dalí e a cultura de massa, a partir de 1º de outubro.
O Museu Salvador Dalí abriu suas portas em março de 1982, mas a história deste centro artístico começou 40 anos antes, com o casamento em 1942 de Reynolds Moore e Eleanor Reese.
Ambos eram amigos desde muito jovens de Salvador Dalí e de Gala Eluard, o que lhes permitiu ter uma coleção particular do artista, que se remonta à aquisição em 1943 de Daddy Longlegs of the Evening-Hope!.
Em 1972, os Moore começaram a expor as obras que tinham comprado de Dalí em um museu de Cleveland (Ohio), mas não demoraram muito para procurar um lugar permanente para a coleção.
Esse projeto foi mencionado em um artigo do diário The Wall Street Journal, lido pelas autoridades de São Petersburgo, que a partir desse momento decidiram arrecadar fundos locais e estatais para persuadir os Moore a levarem sua coleção para a Flórida, o que ocorreu em 1980.
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