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Arte e Cultura
Domingo, 18 de maio de 2008, 10h36  Atualizada às 15h37
"Zélia era minha comadre", diz João Ubaldo Ribeiro
 
Heliana Frazão
Direto de Salvador
 
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O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro compareceu ao velório da escritora Zélia Gattai, na manhã deste domingo, em Salvador. Abalado, ele lamentou a perda da colega da Academia Brasileira de Letras (ABL). "Ela era minha comadre, viúva do meu compadre (o escritor Jorge Amado). Convivemos próximos por muitos anos" disse ele.

» Veja fotos do velório de Zélia Gattai
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A centenária matriarca da família Velloso, Dona Canô, foi outra a demonstrar pesar pela morte de Zélia. "Ficamos amigas por causa de Jorge Amado. Zélia era muito agradável e atenciosa. Era amiga mesmo, e quando me via fazia questão de ficar junto de mim. Considerava muito ela e os filhos. Mas ela descansou do sofrimento, que para mim é pior que a morte", declarou Dona Cano, que este ano completa 101 anos.

Paloma Amado e a filha Mariana, chegaram ao Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, logo cedo e conversam com amigos e parentes, rememorando algumas histórias da vida da autora.

No final da tarde deste domingo, o corpo de Zélia Gattai será cremado. As cinzas serão depositadas aos pés da mesma mangueira onde a escritora, há sete anos, colocou as cinzas do marido, o escritor Jorge Amado (1912-2001), na famosa casa de úmero 33, na Rua Alagoinhas, onde viveram por cerca de 40 anos.

Zélia morreu na tarde de sábado, aos 91 anos, em conseqüência de uma parada cardiorrespiratória. Ela estava sedada. A escritora estava internada havia um mês, quando enfrentou uma série de complicações no seu quadro clínico.
 

Especial para o Terra