| Agência Brasil |
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| O presidente Lula abrirá a Bienal do Livro |
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A maratona dos livros começa nesta quinta-feira, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura oficial da 18ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
São cerca de 150 mil títulos, 2 mil lançamentos e 830 selos editoriais que estarão concentrados no Centro de Exposições Imigrantes até o dia 25. Apesar dos livros, o evento é mesmo alavancado por atividades culturais para entreter o público, como debates e palestras com escritores.
"Não temos o fim específico de vender para o público; estamos dando preferência para os eventos culturais", disse recentemente a jornalistas Oswaldo Siciliano, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), instituição que promove o evento.
Este ano a Bienal faz sua homenagem ao aniversário de 450 anos de São Paulo e preparou também uma programação especial para as crianças.
Uma das atividades, o "Café Paulicéia", trará nomes como os cantores e compositores Tom Zé e Luiz Tatit, o cartunista Angeli e o crítico de cinema Ismail Xavier para debater a formação histórica e cultural da cidade. O espaço tem lugar para 120 pessoas e entrada gratuita.
Para as crianças, a Bienal prepara uma exposição sobre costumes e curiosidades de etnias presentes em São Paulo, junto com um espaço para shows de mágica, teatro e contadores de histórias.
Outro local para debates será o "Salão de Idéias", principal ponto de encontro do público com grandes escritores. O espaço tem capacidade para 300 pessoas e contará com a presença de 100 autores nacionais e estrangeiros.
A palestra inaugural será da brasileira Lygia Bojunga, na sexta-feira. Estão confirmadas as presenças de Nick McDonell (EUA), Leonard Mlodinow (EUA), Eoin Colfer (Irlanda) e Galvino Ledda (Itália). Entre os brasileiros, estão Carlos Heitor Cony, Lya Luft, Fernanda Young, Cristovam Buarque, Ana Maria Machado, Adélia Prado e muitos outros.
QUINO e TOLKIEN
Dos estrangeiros, o cartunista argentino Quino, autor de Mafalda, é um dos mais aguardados. Ele terá três livros lançados pela Martins Fontes e conversa com o público dia 24.
A mesma editora traz Ronald Kyrmse, especialista na vida e obra de J.R.R. Tolkien, que falará no domingo sobre os aspectos linguísticos e geográficos do mundo do autor de Senhor dos Anéis.
Haverá também o "Fala, Professor!", com 21 palestras voltadas para professores, e o "Espaço Universitário", que promoverá debates com especialistas de diversas áreas, como o consultor Stephen Kanitz, a editora de moda e empresária Costanza Pascolato, o médico e escritor Moacyr Scliar e a professora Lucia Santaella, especializada em Comunicação.
A Bienal do Livro deste ano espera receber 600 mil pessoas, público parecido com a edição anterior do evento, em 2002. O investimento de organizadores e expositores é de 15 milhões de reais - em 2002, foram 14 milhões de reais.
LANÇAMENTOS E DESCONTOS
Ao mesmo tempo que a Bienal será um espaço repleto de eventos paralelos, o presidente da CBL destaca que "nenhum amante do livro ficará sem encontrar sua obra predileta".
Serão 320 expositores, que representam cerca de 830 selos editoriais. Destes, oito são estrangeiros, vindos da Espanha, Portugal, Alemanha, França, Itália, Líbano e Japão.
Entre os 2 mil lançamentos, estão o livro O Gênio e as Rosas (editora Globo), escrito por Paulo Coelho e ilustrado por Mauricio de Sousa, O Tao de Jeet Kune Do (Conrad), de Bruce Lee, sobre sua filosofia de autoconhecimento, e a biografia Tina Turner (Landscape), de Ike Turner, marido da cantora.
Outras novidades que o público encontrará são Garoto de Ipanema (Códex), depoimentos de amigos sobre Vinicius de Moraes, Há casos de Polícia - Entre Vida e Morte (FTD), de Fernando Bonassi, Os Meninos Morenos (Melhoramentos), de Ziraldo, e Le Corbusier - Precisões (Cosac & Naify), sobre as conferências de 1929 do arquiteto francês em Buenos Aires e Rio de Janeiro.
Os descontos devem voltar ao evento, com a ação promocional "Livro do Dia", onde cada expositor poderá colocar, por dia, cinco títulos com desconto de até 30 por cento.
"A Bienal não é uma feira de desconto de livros, mas sentimos que sempre tem o público que quer ter o desconto", disse o diretor-executivo da CBL, Armando Antongini Filho.
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