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18ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Quinta, 15 de abril de 2004, 12h44 
Lula defende fortalecimento da política cultural
 
Agência Brasil
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Ao participar da abertura da 18ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, em seu governo, vai fortalecer a política cultural no País e difundir a necessidade da leitura.

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Lula lembrou que, no Brasil, 52% das crianças das escolas primárias lêem um texto e não conseguem interpretá-lo. "Precisamos, como governantes, fazer um esforço para que o gosto pela leitura seja adquirido no ensino primário. Desta forma, as crianças deixarão de ler apenas a orelha dos livros e passarão a ler o livro inteiro. É uma questão de educação", disse Lula.

O presidente Lula informou ainda que 16% da população têm em casa cerca de 70% de todos os livros vendidos no mercado editorial.

Segundo pesquisa feita pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), uma das organizadoras da feira, no Brasil existem apenas 26 milhões de leitores ativos.

Considerada o terceiro maior evento literário em volume do mundo, a Bienal oferece 150 mil livros, dos quais 2 mil são lançamentos. Ao todo, serão 320 expositores nacionais e estrangeiros.

Entre os encontros paralelos à feira estão o Salão de Idéias, com palestras de escritores, o Café Paulicéia, que vai debater a formação histórica e cultural de São Paulo, e o Fala Professor, um ciclo com 21 palestras voltadas para professores. Também estão previstas atrações para o público infantil.

A 18ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo fica aberta até o dia 25 de abril, das 10h às 22h, no Centro de Exposições Imigrantes. Os ingressos variam de R$ 4,00 a R$ 8,00. Menores de 12 anos, maiores de 65 anos, professores, escritores e bibliotecários têm entrada franca.

Na cerimônia de abertura da feira, cerca de 80 meninas de 14 a 20 anos do projeto Guri Febem cantaram e tocaram violão e cavaquinho. A expectativa é estender o projeto, que existe desde 1996 na capital, a todo o Estado de São Paulo.
 

Agência Brasil