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A participação das editoras cristãs na 18ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo mostra um mercado que vende não só para os leitores evangélicos como também para pessoas de todos os credos. No espaço da ABEC (Associação Brasileira dos Editores Cristãos), que tem um total de 738 metros quadrados e onde estão 14 editoras, além de nove editoras com estande próprio, a expectativa de vendas também inclui ateus, espíritas, católicos.
Até há alguns anos, livros cristãos não saíam tão facilmente das prateleiras de livrarias especializadas e não tinham conteúdo nem capas tão atraentes e diversificadas como atualmente. Hoje, grandes livrarias estão separando gôndolas específicas e apresentam material de primeira linha, incluindo best sellers.
Um exemplo é o livro Uma Vida Com Propósitos, de Rick Warren (Ed. Vida), que já vendeu 80 mil exemplares no Brasil, em apenas sete meses no mercado.
A Editora Vida, a maior editora de livros do mercado religioso e em vendas de Bíblias de Estudo do Brasil e a segunda maior em venda de Bíblias do país, vende 5% de seus exemplares em livrarias não-cristãs, como Saraiva Megastore, Siciliano, Cultura, Fnac. Esse índice, que até 2003 era de 3%, representa um avanço, se for levado em conta o fato de que a editora comercializa 1 milhão de livros e bíblias por ano - um a cada 21 segundos.
Em 2003, a Editora Vida obteve crescimento de 27,2%, apesar do ano difícil para o mercado editorial, explica Eude Martins, diretor executivo. Uma série de fatores contribuíram para esse desempenho: seleção rigorosa de títulos, qualidade nas equipes de trabalho e preços 11% menores que a média do mercado. Além disso, seu programa de suporte às livrarias e distribuidores, com material de apoio, mala direta e divulgação.
Um dos principais focos neste ano no estande da Editora Vida, com 100 m2 (o terceiro maior dentro do espaço da Abec) é a apresentação do selo infantil Vida de Criança, com o novo título, Três em Um, de Marisa Mello Martins. Este livro, o segundo da série Terra de Gigantes, explora temas atuais sob a ótica infantil e fala ao coração das crianças com princípios cristãos.
As razões para o novo selo têm uma relação estreita com a crise de valores que o país enfrenta, segundo Eude Martins. "A procura por literatura infantil com princípios cristãos considerados universais, como família, amizade, respeito, amor, tem crescido. Mesmo quando não são cristãos, os pais se preocupam em plantar bons ensinamentos. Então percebemos que era hora de colocar em prática um projeto que vínhamos desenvolvendo há algum tempo: lançar um selo infantil", diz.
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