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18ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Terça, 20 de abril de 2004, 08h24 
Bienal espera receber 100 mil crianças neste ano
 
Ana Cristina Pereria
 
Primeira Página/Divulgação
Tom Zé no Café Paulicéia
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Os 450 anos de São Paulo foram uma das principais inspirações da 18ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, tanto para crianças quanto para adultos.

Os primeiros foram brindados com um espaço de 240 metros quadrados, pensado como se fosse um livro-túnel, através do qual grupos de crianças eram apresentados a elementos da cultura dos principais imigrantes que ajudaram a definir a metrópole.

A comida italiana, a literatura portuguesa, a fé árabe e judia, a eterna construção dos nordestinos... "A expectativa é recebermos cem mil crianças até o final da bienal", afirmou a coordenadora das atividades infantis do evento, Solange Reis, da Reis Editorial.

Os adultos puderam entender e discutir várias facetas de São Paulo no Café Paulicéia. Os convidados eram paulistas ou artistas e intelectuais que têm intensa relação com a cidade. Exemplos: o escritor Ferrez (que abriu a programação com a palestra "A Voz da Periferia", dando seu testemunho de escritor que saiu do gueto), Mário Chamie (que nos anos 50 deflagrou o movimento da Poesia Práxis) ou o baiano Tom Zé (que lotou o espaço no sábado e falou de sua ligação com a cidade, além de autografar Tropicalista Lenta Luta, da Publifolha).
 

Correio da Bahia