| Cláudia Marapodi/Especial para Terra |
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| Zoë Heller é autora do livro 'Anotações sobre um Escândalo' |
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Zoë Heller, autora do livro Anotações sobre um Escândalo, disse em entrevista durante a Flip, em Paraty, que rejeita os rótulos de que a literatura produzida por mulheres recebe. Para ela, "literatura feminina não existe".
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"Esses rótulos são guetos que só servem aos que não são bons. Literatura, no máximo, pode ser divida em boa ou ruim", acrescentou.
A mulher ainda sofre muitos preconceitos e na literatura não seria diferente. Segundo ela, o crime sexual cometido por um homem é tratado diferente de quando é por uma mulher, por isso ela opta por assumir o lado da personagem Sheba, apesar de reconhecer ser politicamente incorreto.
Zoë afirma que existem meninos e meninas mais poderosos, intelectualmente e sexualmente, do que muitos adultos. Para a inglesa, o poder sexual não está na idade e sim na personalidade e é preciso ser mais pragmático na hora do julgamento. A forma como as sociedades tratam as questões sociais entre homens e mulheres é diferente e com mais preconceito em relação às mulheres, comenta a autora.
A escritora elogiou a Flip e a diversidade cultural do local, assim como a oportunidade de conversar com o autor. Segundo ela, isso seria impossível nos Estados Unidos e na Inglaterra. E os elogios ao nosso País não param por aí: a escritora inglesa acha o Brasil mais avançado nas questões sexuais por conta da mistura que há e que por isso os tipos de relacionamentos são mais aceitos e menos vítimas de preconceitos.
Anotações sobre um Escândalo, de Zoë Heller, aborda a história do relacionamento entre uma professora e seu aluno de 15 anos, que deu origem ao filme Notas de um Escândalo, de 2006, estrelado por Judi Dench e Cate Blanchett. Seu livro mais recente é The Believers (2008), sobre o dia-a-dia de uma família nova-iorquina.
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