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Arte e Cultura
Sexta, 4 de julho de 2008, 22h58 
Flip: última mesa de sexta é marcada pelo bom humor
 
Cláudia Marapodi
Direto de Paraty
 
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A última mesa da noite com David Sedaris começou com o autor lendo um conto em que ele narra a história dele quando garoto quando estudou em Paris. O texto divertido e engraçado apreendeu a todos e tirou várias gargalhadas da platéia e do entrevistador, o jornalista Matthew Shirts. Esse jeito descontraído se prolongou durante todo o bate-papo mesmo quando se falava de temas mais sérios como construção de personagens e influências literárias.

» Veja a programação da Flip 2008

Sedaris contou várias histórias pessoais como a do conto que escreveu para a revista New Yorker em que ele dizia que cria aranhas e as alimentava com moscas, até que elas engordaram tanto as pernas furavam suas teias.

Moral da história, os editores da revista, segundo Sedaris ligaram para o zoológico para saber se aquela situação seria possível, e acrescenta que já teve suas piadas checadas e acha ridícula essa postura nos Estados Unidos.

O escritor-comediante também contou que o primeiro rascunho de uma história é sempre instigante e divertido e que ele não tem problema nenhum em reescrever seus textos diversas vezes e na frente do público, pois dessa forma ele consegue perceber o que está funcionando. Por fim, David Sedaris revela que não é fã de sua própria obra e é bastante crítico com o que escreve.

O escritor americano David Sedaris, de 51 anos, iniciou a carreira em 1995 em programas humorísticos de rádio e logo passou a escrever para revistas como Esquire e New Yorker. Grande parte de sua obra se compõe de contos autobiográficos, em que a infância no interior dos Estados Unidos, a vida familiar e o homossexualismo são tratados com sarcasmo e lirismo.

Seus principais livros são Pelado (1997), Eu falar bonito um dia (2000) e De veludo cotelê e jeans (2004), que lhe valeu o título de humorista do ano pela Time Magazine. When You Are Engulfed on Flames (2008) é sua mais recente publicação. De veludo cotelê e jeans (2004), que lhe valeu o título de humorista do ano pela Time Magazine, e Eu falar bonito um dia (2000), lançado no Brasil neste ano.
 

Especial para Terra