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Arte e Cultura
Sábado, 5 de julho de 2008, 15h17 
Presença de Neil Gaiman lota Centro Histórico na Flip
 
Cláudia Marapodi
Direto de Paraty
 
Cláudia Marapodi
Direto de Paraty/Especial para Terra
Neil Gaiman atrai fãs na Festa Literária de Paraty
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O tempo esquentou literalmente em Paraty e a segunda mesa com os escritores Richard Price e Neil Gaiman, mediada pelo jornalista e blogueiro Marcelo Tas, não foi diferente. O auditório da Tenda dos Autores ficou tão lotado que algumas pessoas não tinham onde sentar. O mesmo ocorreu na Tenda do Telão.

» Veja a programação da Flip 2008

A impressão que se tinha é que o Centro Histórico foi invadido por uma legião de fãs de Gaiman, o que ficou óbvio no final, quando os dois escritores foram para a sessão de autógrafos: a fila do autor era enorme, muito maior que a de Price.

Durante a conversa, o sucesso de vendas de Neil Gaiman se justificou com o brilho do quadrinista durante todo o encontro. Ele, aliás, confessou que adora escrever em seu blog, já que seus textos o ajudam a lembrar de viagens e outras coisas memoráveis de sua carreira.

Richard Price, que teve uma participação mais tímida diante da legião de fãs de Gaiman, disse que não gosta quando o rotulam de romancista-policial e completa que "escrever romances é comprar e ganhar tempo próprio".

Em entrevista, Neil Gaiman adicionou que a ficção não deveria ser intimidante e que a edição brasileira de Deuses Americanos contém extras que ele gostou e pretende repetir na edição americana.

Quando perguntado se ele teria medo de fantasmas, já que o terror é uma constante em suas histórias, Gaiman disse que não poderia. "Ter medo de fantasmas é desperdício de energia. As pessoas perigosas estão vivas", finalizou.
 

Especial para Terra