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O prestígio de determinados autores foi responsável pela arrancada nas vendas que marcou os últimos dias da 18ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que terminou no domingo, no Centro de Convenções Imigrantes. Lya Luft, Paulo Coelho, Ziraldo e o personagem Harry Potter alavancaram os números que, se não garantiram um sucesso compartilhado por todos, ao menos encorajou os mais céticos a continuar investindo na bienal.
"Sempre digo que o objetivo não é vender bem", comentou Paulo Rocco, que dirige a editora que leva seu nome, além de presidir o Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel). "Lógico que todo lucro é bem-vindo, mas o mais importante é estabelecer contatos que possam gerar dividendos mais duradouros."
Alguns concordam, como Marcelo Duarte, autor e diretor da Panda Books, que calculava encerrar a bienal com todo investimento recuperado. "Meu ganho maior foi estabelecer contato com livreiros do Pará, Mato Grosso e outras regiões onde meus livros ainda não chegam".
A grande visitação de livreiros, aliás, foi observada pela maioria dos editores, especialmente os médios e pequenos, que enfrentam problemas de distribuição. "Foi a grande chance para muitosestenderem seus negócios", comentou Duarte, preocupado também com a disposição de colegas em colocarem seus títulos em liquidação. A prática, que normalmente ocorre no último dia de bienal, foi antecipada por alguns, temerosos de carregar um grande encalhe. Isso provocou uma variação nos números finais das editoras. Entre as grandes, havia tanto as que contabilizavam aumento de vendas (30%, no caso da Rocco) como outras acreditavam em equilíbrio entre custos e benefícios.
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