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18ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Terça, 27 de abril de 2004, 12h21 
Conheça os livros mais vendidos na Bienal
 
Fernanda Castello Branco
 
Divulgação
Nick McDonell, 20 anos, escreveu Doze aos 17
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Fazendo o balanço da 18ª Bienal do Livro de São Paulo, algumas editoras, mesmo as que não divulgam seus números, perceberam que um dos grandes estímulos para aquecer as vendas foram as tardes de autógrafos, que aproximaram leitores dos autores. Foi o caso de Preto no Branco, de Alan Sieber. A fila foi tão grande que a editora Conrad teve que promover uma sessão extra de autógrafos.

Mesmo sem tarde de autógrafos, o mais vendido da Conrad, no entanto, foi Hagakure - O Livro do Samurai, de Yamamoto Tsunetomo. O livro revela os preceitos mais profundos de um samurai. Entre eles, a melhor maneira de encarar a morte e técnicas para "não parecer tolo" durante uma tempestade.

A grande surpresa da editora foi O Tao do Jeet Kune Do, único livro escrito por Bruce Lee, maior nome das artes marciais no mundo. A obra mostra o lado filósofo de Lee, resultado dos estudos de filosofia oriental nos Estados Unidos. O Jeet Kune Do do título foi uma filosofia de autoconhecimento desenvolvido pelo próprio Bruce Lee. "O engraçado é que muita gente parava e perguntava se o livro era mesmo dele", informou a assessoria de imprensa.

Se o livro de Bruce Lee foi supresa para a Conrad, a Geração Editorial já esperava o sucesso de Doze. O livro, escrito por Nick McDonell, de 20 anos, foi o recordista de vendas da editora: mais de 300 exemplares. "Para venda em feira, é um número interessante", afirmou a assessoria de imprensa. O autor marcou presença na Bienal a atraiu um público adolescente para a sessão de autógrafo. Faz sentido: no melhor estilo Kids, o livro narra a história de adolescentes norte-americanos ricos e drogados.

A surpresa da Geração Editorial ficou por conta de A Janela de Euclides, de Leonard Mlodinow. O livro, que aborda a origem da geometria de forma leve e "novelesca", chegou a ter 250 exemplares vendidos, mais do que o esperado pela editora. "Muito estudante de Matemática comprou", explica a assessoria.

Em alguns casos, celebridades aqueceram as vendas. Foi o que aconteceu com O Vestido, de Carlos Herculano Lopes, também da Geração Editorial. A presença da atriz Gabriela Duarte, que estrela o filme homônimo, baseado no livro, fez com que a obra fosse outra surpresa.

Sem números
Apesar de não divulgar seus números, a Globo já tem o nome dos três livros mais vendidos na Bienal: O Gênio e as Rosas, com textos interpretados por Paulo Coelho e ilustrações de Maurício de Sousa, recordista de vendas; em segundo lugar, Jango, Um Perfil (1945-1964), de Marco Antonio Villa; e em terceiro, São Paulo Através da Minissérie Um Só Coração, com texto de Valentina Nunes.

Também sem divulgar os números, os títulos mais vendidos da Larousse, editora voltada para livros didáticos, foram o dicionário Larousse Ilustrado da Língua Portuguesa; Inglês + Fácil para falar e Meu 1º Larousse Enciclopédia. Segundo declarações de Jean-Christophe, diretor-geral da Larousse do Brasil, a aceitação do dicionário foi tão boa que a editora já está se preparando para uma segunda tiragem da obra.

As editoras Cosac & Naif, W11 e Scipione, também procuradas pela reportagem do Terra, ainda estão fechando o balanço dos seus estandes. A Record divulgou que o título mais vendido foi Perdas e Ganhos, de Lya Luft, mas ainda não dispõe do número exato de exemplares vendidos.
 

Redação Terra